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Suco de Brasil

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Créditos: Guilherme Drovas/Oeste FC

Há quase um mês sem sofrer derrotas, vindo de uma vitória importante contra o então vice-líder Cuiabá por 3 a 0, na Baixada, e de um empate em Campinas/SP contra a forte Ponte Preta, o Brasil avançou com todo o esquadrão a Barueri/SP, que abriga o lanterna Oeste, ex-clube de Itápolis.

Nós, Xavantes, acordamos no sábado (21), dia da partida, planejando chegar aos 29 pontos – e assim dormir na primeira metade da tabela de classificação da Série B. O que vimos, no entanto, foi o Brasil levar dois gols em menos de 30 minutos de partida para o último colocado da competição. O time de Claudio Tencati, vale dizer, foi totalmente envolvido por quem havia vencido apenas uma partida até então. Um desastre.

O Brasil chegou a descontar aos 39 minutos do segundo tempo, após bom cruzamento de Matheus Oliveira que encontrou Dellatorre na pequena área. Gol de centroavante. Porém, as esperanças duraram pouco – algo em torno de 120 segundos. Matheus Oliveira, um dos poucos que poderiam construir na partida, foi substituído pelo ponta de lança Wesley Pacheco.

Para piorar ainda mais (é possível, bicho?!), o volante Sousa (que faz boa temporada com a camisa Xavante) cuspiu no rosto de Yuri, volante do Oeste, como se houvesse a cura do novo coronavírus em sua saliva. Expulso. Com um a menos em campo e com poucos minutos para jogar, o Brasil caiu para o lanterna da competição.

Sim, eu repito bastante que é o lanterna isolado da segunda divisão nacional. Aliás, dos 11 pontos que o solitário rubro-negro de Barueri tem, quatro foram doados pelo rubro-negro do sul do país. Algo em torno de 36%.

A partida foi um suco de Brasil, de um time que carrega sua torcida em uma carrinho de montanha-russa: em uma semana qualquer deixa a gurizada nas alturas e de braços para o ar, aproximando o estádio Olímpico de Tóquio à rua João Pessoa com um grito de gol; mas, dias depois, desce ao núcleo da Terra, ou rumo ao inferno, rompendo com qualquer resquício de autoestima e confiança.

O Brasil é um maravilhoso sanatório. Nós apenas fingimos que somos sãos – até porque nenhum louco se autodiagnostica insano. Completamente sedados e aprisionados em uma camisa de força, dentro da tal montanha-russa, aguardamos a próxima partida (terça-feira, contra o CRB, em Pelotas) sem saber se os trilhos vão nos fazer acelerar em queda-livre ou se nos impulsionarão até a próxima glória eterna.

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