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Juventude 5 X 0 Paraná: Choque de realidade

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Créditos: Arthur Dallegrave/ECJuventude

Demorei para escrever aqui porque ainda estou tentando digerir o que aconteceu ontem… passadas mais de 15 horas da partida em Caxias do Sul, ainda é difícil de encontrar as palavras… mas, vamos lá.

O Paraná Clube sofreu diante do Juventude, uma das maiores derrotas de sua história. O placar de 5 X 0 não reflete apenas o péssimo momento vivido pela equipe paranista na competição (foram apenas uma vitória, nas últimas 13 partidas).

Serve para dar um triste choque de realidade nesta torcida que já sofre há anos. O Paraná Clube realmente não tem condições de disputar uma Série A. Pelo menos, não tão cedo.

As vitórias em sequência e o belo início de campeonato, o qual o clube chegou a ser líder, e permaneceu no G-4 durante 12 rodadas, serviu para iludir e criar falsas expectativas em alguns torcedores. Não foi o meu caso.

Sempre soube que não era momento para se iludir. Contive a empolgação o máximo possível, pois já vi esse filme em outros anos. E, infelizmente, eu estava certo, desde o início.

O Paraná Clube nunca teve elenco para brigar pelo acesso. A base desse mesmo time, que levou essa goleada histórica contra os gaúchos ontem, sofreu no campeonato estadual. Se classificou apenas em oitavo lugar, fazendo jogos sofríveis e tendo dificuldade contra times extremamente fracos.

O bom início de campeonato, mascarou muitas coisas. E fez, como vítima, o técnico Allan Aal, que diga se de passagem, vai subir com o Cuiabá para a Série A. O culpado nunca foi só ele. Inclusive, o Paraná Clube permaneceu nas primeiras colocações muito por conta do trabalho do treinador, que tirou leite de pedra do elenco. Rogério Micale assumiu, teve semana cheia para trabalhar, e o time não evoluiu absolutamente nada. A culpa era só do técnico que foi demitido?

A derrota contra o Juventude ontem, deixou mais do que evidenciado esse problema na montagem do elenco. O Paraná Clube chegou a ter, em determinado momento do Campeonato, a terceira melhor defesa. Muito por conta da segurança defensiva transmitida pelo Fabrício, carinhosamente chamado nas transmissões da rádio que eu trabalho, de “Fabridiyk”. Depois que ele saiu, a defesa ruiu. O time leva gol em todos os jogos.

Chega a ser ridículo falar do jogo de ontem, em si. Foram quatro gols bizarros, praticamente entregues para o Juventude. O goleiro Marcos, que entrou no lugar do contestado Alisson, falhou em quatro gols.

O Salazar, zagueiro de 2 metros que não ganha uma bola alta, falhou em dois. O Juventude venceu pelas falhas paranistas. De nada adiantou o Paraná Clube finalizar mais e ter mais posse de bola que o adversário. Foi a famosa estatística burra.

Derrotas como essa, deixam marcas profundas. Mais do que o sentimento de tristeza e imponência por mais um vexame protagonizado por esse time, que vai caindo pelas tabelas de uma das mais fracas Série B de todos os tempos. A realidade é dura e crua.

Se o Paraná ainda tinha alguma chance de subir, ela foi aniquilada em Caxias do Sul. Matematicamente, ainda é possível. Mas, moralmente, é impossível. O choque de realidade foi cruel.

Faltam 16 pontos para o Tricolor atingir os 45, que livram de qualquer ameaça de rebaixamento. Resta saber se o clube vai reagir para alcançar esse, que sempre foi o grande objetivo de um elenco, que desde o início, foi montado para ficar no meio de tabela. A realidade, é triste e cruel!

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