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Pretos do passado e do presente, os ídolos do Leão do Pici.

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Créditos: Divulgação Instagra Fortaleza EC

O Fortaleza Esporte Clube desde a sua fundação tem causado impacto social com a inclusão do povo preto em seus elencos. Na década de 20, dois anos após a fundação do clube, foram registrados elencos maioritariamente ou totalmente de negros no clube. Estes registros foram coletados e organizados por Pedro Netto, historiador negro de Fortaleza, sob o nome de “Arquivo Tricolor de Aço”, disponível em sua página no facebook.

Os ídolos que estavam presente na fundação do clube abriram uma imensa avenida para os pretos que vieram a fazer história no clube posteriormente, essa avenida parece não ter fim e torcemos para que cada vez mais tenhamos a representatividade de jogadores negros no clube, pois é de extrema importância que a juventude das periferias da cidade vejam nos seus ídolos a sua cor de pele, os seus traços, a sua própria capacidade de ser ídolo, de se amar e ser amado, de ter a expectativa de um futuro grandioso para si, de buscar a glória diante de todo o cenário nocivo que o país oferece para a população negra em todo o território.

A tradição do clube repleta de glórias foi escrita com suor negro. Os torcedores mais novos do clube, felizmente conseguem contar muitos ídolos que marcaram época no Tricolor de Aço. Atualmente temos um elenco repleto de pretos, em que se destacama o lateral Tinga, hoje o maior ídolo do Fortaleza, o zagueiro Paulão que sempre levanta a bandeira de antirracismo. Paulo Isidoro e Lúcio Bala que estiveram presente em grandes elencos e foram protagonistas de muitos títulos pelo Fortaleza, assim como Dude (Dude cruel). Clodoaldo que fez história nos anos dois mil, marcando uma geração inteira de torcedores com seu futebol mágico.

Os mais antigos devem lembrar-se de Croinha, maior artilheiro da história do clube que chegou em 1965. Pedro Basílio, grande zagueiro das décadas de 70 e 80. Becebê, Zé Paulo, Amilton Rocha e entre tantos o craque de bola Mirandinha, cearense que jogou no Newcastle da Inglaterra, e vestiu a Amarelhinha. Fez o gol do título cearense do Fortaleza em 1991, ano de fundação do maior movimento de periferia da cidade de Fortaleza, o Grêmio Recreativo Esportivo e Social Leões da TUF.

Lutaremos para que o Clube seja sempre um lar para a população negra no cenário futebolístico, que se mantenha ativo nas pautas antirracistas, cumprindo seu papel de instrumento social que move multidões.

“No Tricolor somos todos iguais.” (Trecho de uma macinha de Jackson de Carvalho, composito do Hino do Fortaleza Esporte Clube)

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