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História vitoriosa, despedida necessária

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Créditos: (Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife)

Na tarde desta quinta-feira (19), uma carta aberta no site oficial surpreendeu a torcida do Sport. Após confirmar recentemente a presença na chapa em busca da reeleição pela presidência leonina, o atual presidente Milton Caldas Bivar desistiu de se candidatar.

No texto, o cartola relembrou o cenário de extrema dificuldade em que assumiu o Leão pela segunda vez, classificando como ‘‘estado de pré-falência’’, e afirmou ter cumprido a missão de recuperação do clube. No entanto, alegando estar desgastado fisicamente e emocionalmente, mencionou a incompreensão de parte da torcida com o momento e as dificuldades enfrentadas pelo Rubro-negro, além de perseguições baseadas em vaidades pessoais e interesses políticos como determinantes para seu desânimo para seguir em um novo biênio.

Milton fez questão também de agradecer todo o apoio recebido e toda a colaboração da torcida leonina, frisando que irá se dedicar aos seus negócios pessoais que haviam sido deixados de lado nos últimos anos, mas jamais deixando de ajudar o Sport naquilo que for necessário.

Inegavelmente, Milton Bivar é um nome importante na história do clube. Em sua primeira passagem, venceu os estaduais de 2007 e 2008 e conquistou a Copa do Brasil de 2008 mesmo com um elenco sem estrelas, devolvendo ao Leão a oportunidade de disputar uma Libertadores após 21 anos. Onze anos depois, voltou para assumir uma situação caótica pós rebaixamento e de extrema crise financeira, mas ainda assim, juntamente à diretoria, montou o elenco campeão do Pernambucano de 2019 e que subiu com autoridade para a Série A.

Em 2020, apesar do péssimo começo de ano e das limitações do elenco, acertou no perfil do treinador que tem conseguido dar competitividade à equipe mesmo diante da carência técnica. Houveram também erros que custaram caro, dos quais se destacam a falta de esforço para repatriar Diego Souza e a montagem do fraco plantel para a atual temporada, que resultou na pior campanha rubro-negra na história do campeonato estadual e em mais uma eliminação precoce na Copa do Brasil.

No entanto, entre erros e acertos do mandatário, com todo seu dinamismo, o futebol atualmente já não é o mesmo de uma década atrás. O esporte se moderniza e alguns conceitos se tornam necessários para que as instituições, por mais tradicionais que sejam, não sejam deixadas para trás. A exemplo da profissionalização das diretorias de futebol e remuneração para os cargos que comandam o clube, contrariadas por Bivar, que seguia preferindo o modelo de gestão composta por abnegados.

Com a desistência, o caminho está aberto na Ilha do Retiro. Para a esperança de uma renovação que o futebol exige. Para que o trabalho de recuperação iniciado por Milton em 2019 – e que foi posto em cheque com escolhas erradas em 2020 – tome o rumo do progresso e da modernização, de forma que o Leão não fique para trás no cenário nacional, como tem acontecido nos últimos anos. A ver que nome surgirá, que propostas serão feitas e o que escolherão os sócios rubro-negros.

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