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Falhas internas no Flamengo afetam o time em 2020

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Créditos: Foto: Alexandre Vidal – Flamengo

A derrota vexatória para o São Paulo com um futebol irreconhecível no segundo tempo expõe problemas que o Flamengo esnobou. Um deles é o psicológico. Desde abril do ano passado, ou seja, pouco antes da chegada da comissão técnica de Jorge Jesus, o clube não possui um profissional específico pela área emocional. No staff do Mister, o brasileiro Evandro Motta exerceu o papel de coach motivacional e foi importantíssimo para a equipe superar momentos adversos como a eliminação na própria Copa do Brasil e a pressão pelo mau início de trabalho com JJ. Fora isso, a reta final da temporada que culminou com a final da Libertadores após 38 anos.

No último dia 5, Marcos Braz não só desdenhou como também rejeitou a possibilidade de contratar um psicólogo para o time profissional. 13 dias depois, Rogério Ceni reforçou a necessidade de levantar a moral dos jogadores que anda abalada. O novo técnico do Flamengo reconheceu que o time se abate após sair atrás no placar e não tem força de reação.

São muitos os jogadores contestados e que até o momento não mostraram para que vieram. Michael, Vitinho, Léo Pereira e Gustavo Henrique são alguns deles. Ouvi de um ex-vice presidente de futebol do clube que qualquer contratação para o time de maior torcida do Brasil é um risco. Concordo, mas no fim das contas, quem assume o tal risco é quem contrata. E em 2020, a diretoria pecou em suas escolhas. Com exceção de Pedro e Thiago Maia, nenhum outro rendeu o esperado pelas cifras depositadas.

Não bastasse o psicológico e as contratações fracassadas em um elenco extremamente caro e que não cumpriu parte do planejamento de chegar às semifinais da Copa do Brasil, o time terá pouco tempo para se recuperar até às oitavas de final da Libertadores, terça-feira, contra o Racing. Para não se desgarrar da ponta do Brasileiro, a vitória sobre o desesperado Coritiba também é fundamental.

Marcos Braz disse que 2020 já não tinha mais nada para conquistar, mas 2021 depende exclusivamente do atual ano, caso contrário, a virada de ano promete ser melancólica. O poder financeiro de compra e remodelagem do elenco passa diretamente pelos resultados em campo já que o caixa segue sem fluxo de bilheteria.

Há também um outro ponto a ser questionado? Onde está o trabalho de excelência do chamado CEP no Ninho do Urubu? Marcos Braz defende o chefe médico Márcio Tannure, mas deu aval para uma mudança drástica no departamento em meio aos campeonatos e a recuperação em tempo recorde de peças importantes do elenco não são mais postas em prática. Rodrigo Caio não joga desde 30 de setembro. E segue sem previsão. Justificativa à torcida? O clube prefere o silêncio. Como se colocasse embaixo do pano sujeiras para esconder da pandemia em diante as falhas de decisões em um ano que prometia brigar pela hegemonia, mas que por ora, tenta apenas resgatar a dignidade.

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