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A decadência de um antigo ídolo da FIEL!!!

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Em época de eleição, política e futebol dividem as atenções do cidadão, submergem os enfrentamentos, as paixões e convicções…

O Ano de 2020, realmente, mostrou-se como um castigo dos deuses, em vários aspectos. Sofremos com o crescimento da intolerância, a ampliação da violência, nas suas várias formas, o fortalecimento dos extremismos de direita, o fascismo sendo difundido em escala midiática, usando a tecnologia como forma de disseminação do ódio e o vírus COVID-19 que alastrou-se rapidamente, quase que, como uma consequência da Globalização da vida humana.

O Futebol, no Brasil, parecia reviver uma onda de euforia com a chegada de técnicos estrangeiros e o surgimento de novos candidatos a craques nos gramados nacionais e de repente, após os campeonatos regionais, a Pandemia cria uma névoa obscura sobre o que aconteceria com o espetáculo e o entretenimento mais popular do país.

O Isolamento Social, organizado pelas autoridades de saúde, foi uma das iniciativas para evitar o contágio e a ampliação dessa terrível doença, não só aqui no Brasil mas em todos os países que tiveram um alto índice de casos registrados desde o início do ano e, portanto, as resenhas esportivas transformaram-se no grande aperitivo semanal para os amantes desse esporte e torcedores das agremiações de todo o país.

A televisão aberta, os canais pagos, os portais e canais na Internet, transformaram-se na salvação e único antídoto para combater o tédio que tomou conta da vida dos mortais nesse contexto de confinamento. Reprises de jogos memoráveis do passado, entrevistas com velhos e novos ídolos para debates e resenhas sobre os mais variados assuntos, entre os quais cultura, política, o comportamento de atletas e dos que vivem de futebol durante a Pandemia, é claro. Muitos desses momentos, para quem é corinthiano, foram preenchidos com gols antológicos, quesito em que o personagem central desse texto, destaca-se de maneira magistral. Marcelinho Carioca fez inumeráveis gols, alguns deles ficaram na memória do torcedor por serem considerados gols de placa e por garantirem, muitas vezes vitórias e títulos durante o período em que vestiu a camisa do Timão.

Todo esse introito para demonstrar a dependência dos espectadores de futebol à esses novos mecanismos e para driblar o confinamento e as circunstâncias sanitárias que deixaram as alegrias, também, reservadas à privacidade das famílias e seu bem estar.

Não bastasse isso, ano eleitoral no âmbito de todos os municípios brasileiros, consequentemente, os ânimos, após o início das propagandas eleitorais, se acirram e sempre surgem aqueles que exalam ódio contra os que defendem a democracia.

Algo que, todo torcedor do Timão, sabe muito bem desde os anos terríveis da Ditadura Militar, quando o Corinthians através de alguns de seus atletas e dirigentes, mostrou ao país a força da Democracia Corinthiana, tendo como ícone o camisa 8, o grande e saudoso ídolo, Dr. Sócrates, como era conhecido. O Manto sagrado, reverenciado pela FIEL, a camisa do Corinthians, assumiu maior valor, não apenas esportivo, mas moral, ético, pela liberdade e contra a opressão.

Um dos maiores ídolos do Corinthians, Sócrates morreu há 7 anos; relembre |  Torcedores | Notícias sobre Futebol, Games e outros esportes
Fonte: Torcedor.com

Esse manto sagrado, carregado de conquistas e dessa simbiótica essência de luta, resistência e defesa da democracia, foi violado!

Um ex-atleta, ídolo antigo, pelo que mostrou em campo, durante quase uma década, violou esse manto. Jogou no lixo seu vínculo com a Fiel, deixou de ser ídolo, seduzido pelo poder e pela intolerância fascista que o aproximou do “Bolsonarismo” e de seu lider. A camisa do Corinthians foi violada, um símbolo de luta pela liberdade e democracia foi violado, no momento em que esse ex-atleta, Marcelinho Carioca, presenteou o atual mandatário do País, no afã de receber seu apoio político nas eleições municipais em São Paulo.

Marcelinho Carioca (@marcelinho_c) | Twitter
Fonte: Twiter.com

A derrota nas urnas, em 2020, do cidadão/candidato Marcelinho Carioca e sua declaração de aposentadoria política, mais uma vez, mostra a decadência que o ex-atleta vive, não só em termos políticos, mas também na memória da Fiel torcida e de todos aqueles que um dia o reverenciaram como jogador de Futebol.

VAI TIMÃO…

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