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O efeito Luiz Felipe Scolari

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O técnico Luiz Felipe Scolari, conhecido no mundo do futebol como Felipão, inegavelmente é uma das maiores figuras que o Brasil já teve fora das quatro linhas. Considerado por muitos especialistas obsoleto e com conceitos táticos que não condizem com o momento do esporte, ele foi uma referência para o futebol português no início da década de 2000, levando a Seleção Lusitana para uma, até então, inédita final de Eurocopa em 2004 e uma semifinal de Copa do Mundo em 2006. Felipão também se sagrou Pentacampeão mundial em 2002 com a Seleção Brasileira e dirigiu equipes do cenário internacional, como o Chelsea da Inglaterra e o Guangzhou Evergrande da China.

No entanto, apesar de conquistas importantes no futebol nacional e internacional, Felipão ficou marcado por dois trabalhos negativos: Em 2012 no Palmeiras e pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014. Apesar de se sagrar campeão da Copa do Brasil pela equipe paulista, ele é considerado um dos maiores responsáveis pelo rebaixamento para a segunda divisão naquele mesmo ano. Em 2014, na Copa do Mundo em que o Brasil sediou o evento, na semifinal contra a Alemanha, a Seleção teve a sua pior derrota na história das Copas. Levou 7 a 1 e perdeu em seguida por 3 a 0 para a Holanda na disputa de terceiro lugar. Ao levar 10 gols nos últimos dois jogos daquela competição, demonstrou a fragilidade da Seleção Brasileira frente a adversários de grande porte. Deficiência essa que, em muitos momentos, era mascarada com entrevistas fortes que se apoiavam no título mundial de 2002 e em outros êxitos que Felipão tivera no futebol.

Diante disso, entramos no cenário do Cruzeiro e da contratação do Felipão para, literalmente, salvar o ano celeste e tentar um feito que seria o acesso para a Série A, tendo em vista a posição em que a equipe se encontrava na tabela. No momento da contratação dele, foi levada em conta pela diretoria do Cruzeiro a passagem anterior do técnico pelo clube no ano de 2001 o qual, ele conquistou a Copa Sul Minas e adquiriu um carinho considerável pela equipe celeste.

Apesar de, na minha opinião, ele já ser um treinador ultrapassado quando comparado ao que já produziu para o futebol, em relação à disposição tática de suas equipes, como o Palmeiras em 1997-2000, o Cruzeiro em 2000-2001, o Brasil em 2002 e Portugal em 2004-2006, Felipão ainda atende demandas importantes para o atual momento cruzeirense. Em primeiro lugar, ele é uma figura de impacto para os jogadores, para os adversários e para o próprio Campeonato Brasileiro da segunda divisão, afinal, não é sempre que temos um campeão mundial dirigindo uma equipe que se encontra na Série B. Em segundo lugar, ele se mostrou um ponto de referência para a questão de patrocinadores que ajudaram a pagar dívidas que o Cruzeiro tinha com a FIFA e que o impediam de registrar e contratar novos atletas. Além disso, Felipão é uma atração que o Cruzeiro apresenta para a vinda de novos jogadores, como é o caso do recém repatriado Rafael Sóbis.

Diante disso, os resultados em campo acompanham, de certa maneira, os pontos citados acima. Felipão reestreou pelo Cruzeiro no dia 20 de outubro contra o Operário-PR fora de casa, em jogo válido pela 17ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, no qual a equipe celeste venceu por 1 a 0 e começou uma arrancada para sair da zona de rebaixamento para a Série C. Até então, já são cinco jogos desde que Felipão voltou ao clube, sendo três vitórias e dois empates, somando 11 pontos em 15 possíveis. Além da equipe demonstrar uma clara organização tática, uma confiança e um espírito guerreiro que não demonstrara desde os tempos áureos com Mano Menezes.

Dessa forma, Felipão trouxe uma estabilidade que não se observava no Cruzeiro há meses, fato que, ao meu ver, possibilitou com que os jogadores pudessem ter mais confiança no trabalho que está sendo desenvolvido e na possibilidade de que o acesso para a Série A ainda seja possível, o que pode transformar um time desacreditado e fadado ao fracasso na maior remontada já vista por um clube grande na Série B do Campeonato Brasileiro.

Foto: Igor Sales/Cruzeiro
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Comentários

  1. Taciana Oliveira disse:

    Excelente texto!!!!

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