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Futebol e Pandemia – Quem paga a conta?

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Créditos: Cassiano Cavalcanti/Assessoria Treze FC (Jogadores em campo, arquibancadas vazias)

Na tarde do domingo 15 de março, o Treze Futebol Clube vencia o Sousa por 2 a 1 no Estádio Presidente Vargas, a casa do Galo da Borborema, em uma partida válida pela oitava rodada do Campeonato Paraibano 2020. Porém a vitória não era o que mais chamava a atenção naquele dia: durante o jogo sai a noticia de que a CBF determinou a paralisação de todas as competições futebolísticas do país por prazo indeterminado, entrando em vigor no dia seguinte. Àquela altura a pandemia do novo corona vírus já atingia o Brasil com vigor e a medida veio na tentativa de frear a expansão da COVID-19.

O futebol seguia o limbo que grande parte das atividades econômicas e sociais vinha passando pelo mundo todo. Os clubes – principalmente os de menor porte – amargavam crises com a ausência de arrecadação e uma folha de pagamento a cumprir entre jogadores, comissão técnica e funcionários, já que os times também são empresas.

Foram quatro meses de paralisação na Paraiba, até que no mês de julho o Campeonato estadual retorna com os jogos. Mas dessa vez sem a presença do público. Uma decisão criticada em todo o país já que a pandemia continuava.

Registros de casos do novo Corona Virus nos clubes de futebol surgiram em vários locais. Na Paraíba o que seria o primeiro jogo do Treze no Campeonato da Série C 2020 é marcado pelo adiamento devido ao COVID-19. A partida contra o Imperatriz no estádio “O Amigão” é adiada enquanto os jogadores se preparam para entrar em campo. A CBF toma a decisão após o resultado dos exames realizados nos jogadores: o time do Imperatriz contava com 19 jogadores, entre eles 12 estavam infectados com o novo corona vírus. No mesmo dia uma partida da Série A entre São Paulo e Goiás também foi adiada devido à constatação de dez jogadores infectados.

O surgimento destes casos já era mais que esperado. Três meses depois as pessoas parecem não estar vivendo em meio a uma pandemia. Em Campina Grande a prefeitura municipal vêm flexibilizando as medidas de isolamento social e recentemente permitiu a realização de eventos com limite de público. Diante desse fato a diretoria do Treze solicitou a liberação do público na partida contra o Manaus no estádio “O amigão” a ser realizada no sábado dia 14 de novembro pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro série C. Apesar do aval da prefeitura para um publico limitado a 700 torcedores, a CBF vetou a presença da torcida.

É compreensível que a ausência da massa nas arquibancadas impacta nas finanças da competição e dos times. Os ingressos virtuais vendidos como uma maneira de apoiar o time com mando de campo não surtem o mesmo efeito. Mas podemos fechar os olhos para o cenário de crise na saúde?

A Europa vêm vivendo uma segunda onda da COVID-19 e o Brasil demonstra um aumento de casos e mortes em alguns estados. Por aqui nas terras tupiniquins não podemos sequer falar em segunda onda, já que não chegamos nem ao final de uma primeira onda. Diante dos interesses econômicos, a ignorância e irresponsabilidade de muitos pelo país, o que nos resta? Enquanto nos aproximamos para uma marca de 170.000 mortos pela doença no país, devemos refletir. Afinal quem vai pagar a conta: Aquele que assina o papel ou aquele que vai a rua cumprir a ordem?

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