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Tempo é dinheiro e pode custar um rebaixamento para o Figueirense

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Créditos: Patrick Floriani/FFC

Quero começar com uma frase da dupla Jorge e Mateus: “Já dei tempo ao tempo, mas o tempo não me ajuda…”. Aproveito o gancho para levantar o questionamento: Os treinadores do futebol brasileiro clamam tanto por tempo para conseguir colocar em prática toda sua metodologia de trabalho, mas e quando o tempo já não serve mais de pretexto para justificar os resultados que não aparecem?! Seria o tempo culpado ou o senhor do destino?!

Sempre fui contra o imediatismo no futebol brasileiro. Acho que grandes treinadores e boas campanhas em campeonatos passam por uma sequência de trabalho, treinamento, confiança da diretoria no seu escolhido e também pelo apoio e compreensão da torcida, que aquela fase pode ser superada para a busca do sucesso.

Uso o exemplo do São Paulo, o técnico Fernando Diniz passou por muitos altos e baixos no comando do time Tricolor, mas nas dificuldades, principalmente em clássicos, conseguiu mostrar que com tempo e treinamento, os resultados tendem a aparecer. A equipe paulista pode estar longe de conquistar títulos, mas mostra uma evolução tática dentro de campo e uma esperança que em breve pode voltar a ser um time vencedor.

O São Paulo é só um dos exemplos positivos, mas quero frisar um caso em específico de que nem sempre vale a insistência. No Figueirense, o técnico Elano está a frente do clube a 17 jogos. Talvez seja longe do tempo em que Diniz está no São Paulo, mas já foi o suficiente para mostrar para o que veio ou que o torcedor possa ter esperança.

Só que na verdade, mesmo com carta branca da diretoria para agir como achasse conveniente, o jovem treinador não consegue justificar sua insistência. Desde o início foram muitas mudanças no time titular, até mesmo quando teve oportunidade de repetir a equipe, improvisações e escalações que abriram margem para questionamento do torcedor. O resultado disso tudo?! A zona de rebaixamento.

Hoje, o Figueirense vive uma crise institucional, que vai muito além das quatros linhas. Mas a apatia em campo é a que mais preocupa, pois um rebaixamento para Série C, pode significar a ruptura de um grande clube do futebol Catarinense, visto a dívida milionária que possui e a falta de dinheiro nos cofres.

A mudança no comando técnico está longe de resolver todos os problemas que o clube enfrenta, mas pode ser o último suspiro para reverter essa situação incômoda. Jogar a culpa nos jogadores ou culpar a imprensa não vai fazer com que os resultados em campo apareçam, pelo contrário, um técnico que deseja ter sequência e tempo para trabalhar, precisa ter os dois como aliado – a imprensa por sua vez cobra porque é papel dela cobrar, mas tudo com o intuito de mostrar uma visão diferente do que se vive no dia a dia.

Um técnico vencedor se preocupa em blindar seus atletas e resolver os problemas “em quatro paredes”, para que a confiança seja sempre mútua e possa se refletir dentro de campo.

Às vezes o tempo só mostra que algumas insistências não valem tanto a pena, ainda mais quando elas podem custar um rebaixamento.

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