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Andrés, por Originais do Samba

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Primeiramente, salve o Corinthians, aquele que tem o poder de fazer o infeliz sorrir e o banguela mostrar os dentes.

Estou envelhecendo e, consequentemente, deixando de lado o ciclo da autoafirmação. Na verdade, é ela que parece estar me abandonando. Por outro lado, não acho que isso tenha relação com a maturidade, ando meio fora de forma, sedentário e evitando confusão – não virei bunda mole, é questão de autoconhecimento.

As ruas não costumam perdoar três tipos de maloqueiros, dois deles reservo o ensinamento, mas, o terceiro, que temo entrar para o time, são aqueles que não avaliam o limite. Ando perscrutando meus limites, me vendo fora de alguns problemas que antigamente eu pagava para entrar.

Talvez esteja na hora de aceitar meu lugar próximo ao alambrado e dar uma força pra molecada, o que não significa alegar ideologia para impor meus ressentimentos sobre as novas gerações. Como fazem uns velha-guarda por aí, que apreciam pagar de carteirada e falar bonito com marra de autoridade.

O que isso tem que ver com o Corinthians?

Vamos falar sobre o pedido de afastamento de Andrés Sanchez, pois desde que vovô jogava na várzea eu escuto essa cantiga do malandro. A cria do Dualib pensa que aqui tem otário.  

A democracia no Corinthians funciona tão bem quanto qualquer outra democracia do mundo capitalista; e tem uns ingênuos achando que a máfia inventou seu organograma de trabalho. Mas sua estrutura é cada vez mais complexa e horizontal, bem diferente do esquema clássico da estrutura vertical e centralizada incompatível com a flexibilidade exigida pelos negócios.

De uns tempos pra cá Andrés parece vir assumindo uma postura de subchefe, responsável pela execução das decisões tomadas por essas forças ocultas intituladas de empresários. Cabe a ele fazer com que os subordinados executem as tarefas que lhes são delegadas. Nada diferente do que acontece no futebol mundial. Entretanto no Brasil, sobretudo, não existe clube bem-sucedido que esteja imune a canalhice de cartolas e dessas forças ocultas responsáveis pelas grandes decisões. Afirmar que qualquer clube do momento é exemplo de alguma coisa, não passa de um tiro na própria língua. Com a proximidade das eleições no Corinthians, a velha cantiga do malandro pretende voltar as paradas de sucesso.

Bem, para bom entendedor meia palavra basta. É como diz na canção dos Originais do Samba:

“Que malandro é você?

Que não sabe o que diz

Cuidado que muita mentira

Você pode perder o nariz “

Salve a maloqueiragem!

mm

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