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Melhor (e maior) do que parece

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Créditos: CAP Oficial

É normal que jogadores que tiveram trajetórias irregulares em seus clubes acabem despertando reações contraditórias, mesmo após realizarem algo incrível. Pois, ainda que a vontade de celebrar seja grande, sobreviverá uma lembrança de momentos que não foram tão bons assim.

Pablo Felipe fez 26% dos gols de sua carreira na temporada de 2018. 18 de 69. Profissional desde 2011, foi escalado em diversas posições e funções antes de se firmar (em 2016, com Paulo Autuori) no lugar em que se destacou nas categorias de base. Antes, havia feito uma temporada interessante, em 2013, emprestado ao Figueirense, já como atacante. O que não foi o suficiente para fazê-lo ser uma opção de elenco no Athletico (na época, Atlético-PR).

O fato é que, hoje no São Paulo, Pablo não é lembrado com tanto carinho pela maioria da torcida. Talvez pela trajetória irregular e meio maluca (chegou a jogar no Real Madrid Castilla), ou por ter saído pra um time brasileiro (clube, este, que assombra pelo histórico na primeira década dos anos 2000), diferente de destaques recentes como Bruno Guimarães e Renan Lodi que foram para a Europa.

Resgatando a campanha vencedora da Copa Sul-Americana, Pablo, no quesito de gols cruciais da trajetória, foi o jogador mais importante daquela conquista. Marcou cinco vezes durante todo o mata-mata (além de duas assistências), com gols que abriram a contagem no placar (contra Newell’s e Bahia), além, claro, de ter sido o único atleta a marcar gols na final. Em ambos os jogos.

Apareceu no momento decisivo e empurrou o Athletico em frente na trajetória, algo que separa jogadores com dificuldade de protagonismo daqueles que estão prontos para marcar história. Foi o auge de uma passagem, que ainda contou com atuações marcantes no Brasileirão daquele ano, em que marcou doze gols e distribuiu seis assistências.
Além de todos esses dados, vale destacar sua versatilidade abrindo espaços e jogando fora da grande área, além de ter habilidade e físico para sustentar um jogo com pivô e ligações diretas.

Tudo isso vem como uma espécie de recordação. Um elenco vencedor, que trouxe grandes narrativas para Bruno Guimarães, Renan Lodi, Thiago Heleno, Nikão, Santos, Rony, Marco Rúben, Marcelo Cirino, Wellington, Léo Pereira e outros, mas que acaba deixando Pablo um pouco de fora dessa conversa. Se tivemos, na verdade, alguém próximo de um Alex Mineiro na campanha da Sula, foi Pablo. Todos os citados acima merecem a alcunha de ídolo. E o camisa 5 de 2018 também.

Seria ótimo vê-lo aqui novamente em algum momento. Além de gratidão, é sempre necessário lembrar de um jogador que entregou o máximo que poderíamos receber no momento que virou a chave para o clube nos últimos anos. Aquela que foi a conquista marcante para toda uma geração de torcedores.

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