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Figueirense: a realidade de um clube que vive de nostalgia

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Créditos: Patrick Floriani/FFC

A gente sabe que a situação do Figueirense não é das melhores. Não tem como falar do clube sem lembrar do passado e sentir saudades dos momentos gloriosos que a equipe viveu. Já é o quarto ano consecutivo que a equipe briga contra o rebaixamento na Série B e o torcedor continua vivendo de nostalgia.

Antes uma pausa para me apresentar, meu nome é Márcia Becker, sou jornalista, atualmente trabalho em uma emissora de comunicação, amo esportes, principalmente o futebol, e desde cedo já demonstrava o quanto apaixonada era por essa área. Espero poder passar pra vocês, através desse espaço, um pouco dessa paixão.

Quando eu vejo as atuções do Figueira em campo, lembro de um passado não tão distante… Quando o clube disputava a Série B e entrava almejando o título e consequentemente o acesso. A matemática era pelo G-4, não para fugir do Z-4. Eu olho a falta de qualidade de alguns jogadores e lembro carinhosamente de outros que criticava e hoje seriam titulares fáceis.

Eu sinto a falta da liderança, da identificação, da essência. Sinto falta de ver um jogador dentro de campo que representa a torcida, que representa de fato o clube. Sinto falta daquilo que me fez gostar de futebol: a paixão. Sinto falta do amor à camisa, da euforia por vestir as cores do Figueirense. Hoje, os jogadores passam, os dirigentes passam, e o que fica é a instituição e as lembranças… Só lembranças.

Sinto falta dos ídolos. Ídolos. Escrever essa palavra me dá um nó na garganta. Digo isso porque o meu trabalho de conclusão da faculdade foi justamente sobre esse tema. Como faz falta essa figura dentro de campo. E hoje é difícil ver um atleta que esteja disposto a se tornar parte da história. Abro exceção para jogadores da base, que até em determinando momento da carreira, ainda buscam cultivar esse relacionamento com o clube.

Ídolos são figuras tão importantes para uma entidade esportiva. São muitas vezes pessoas responsáveis por carregar a equipe em momentos de dificuldades, que extravasam nos momentos de glórias e que, com suas conquistas individuais e coletivamente, se diferenciam dos outros atletas.

São pessoas que deixam seu nome na história, seja por gols ou títulos, e que permitem que outras gerações possam se espelhar e consequentemente se identificar com o clube. São indivíduos que hoje são tão raros, que é doloroso lembrar que um dia, o Figueirense tinha tantos em campo em uma única partida.

Quem teve a oportunidade de ver recentemente Fernandes e Wilson jogando juntos, lembra com carinho do diferencial que é ter duas figuras que representam não só a entidade mas a torcida dentro de campo. Entende que mesmo nos momentos difíceis tem em quem se espelhar e acreditar que o futuro pode ser melhor.

E agora eu lhes pergunto: como atrair as novas gerações, como acreditar em um amanhã vitorioso, se dentro de campo não existe ninguém que os represente?! O futuro do Figueirense é tão obscuro quanto imaginamos, mesmo com as melhoras gradativas dentro de campo, a reconstrução será mais dolorosa do que se pensa.

E a volta por cima só será possível se o Figueirense voltar a ter atletas que estejam dispostos a resgatar a velha paixão adormecida, a identificação pela entidade, a vontade de fazer com que o clube seja grande. E não só alcançar marcas pessoais. Mas sim o êxito ao ponto de cravar o nome na história. E será que de fato vão estar dispostos a isso? Ou será que só querem estabilidade para buscar um novo clube no próximo ano?

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