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Paciência e respaldo: as palavras de ordem do Palmeiras para Abel Ferreira

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Créditos: Abel só venceu até agora. Como vai ser quando o time tropeçar? (Foto: Cesar Greco/SE Palmeiras)

Abel Ferreira já chegou, viu e venceu. Por ora, além de ganhar de Bragantino e Vasco, ele conquistou também os corações dos torcedores – todos aparentemente “abelizados”. Mas é só o começo, e a gente que é palmeirense sabe que essa lua de mel tem prazo de validade: basta acumular três ou quatro jogos sem vencer e as cornetas já vão começar a questionar. É normal, é coisa de torcedor, a gente tem que aceitar.

Mais do que isso: na primeira sequência ruim, virão também os questionamentos da imprensa. Que não deveriam ser tão normais assim, mas são: ao mesmo tempo em que os comentaristas criticam os clubes pela instabilidade dos treinadores (e não estão errados, em geral), os repórteres não perdem a chance de questionar a um técnico após uma sequência de derrotas se ele se sente ameaçado, ou de ir ao dirigente e buscar saber se o professor “está prestigiado”.

Pois bem, cabe à direção do Palmeiras ignorar uns e outros e apostar de verdade em seu projeto na hora em que os obstáculos aparecerem. É notório que houve falhas na montagem do elenco, que tem excesso de jogadores em algumas posições e carência em outras; e principalmente na projeção de uma ideia de futebol para esse elenco, o que Luxemburgo não conseguiu em nove meses de trabalho e Abel não será capaz de consertar em três semanas.

Assim, a fase por ora é boa, mas uma hora haverá tropeços. Parte da torcida vai chiar, e tem todo o direito. Parte da imprensa começará a questionar, e é nessa hora que a diretoria do Palmeiras tem que bancar sua aposta, e bancar com convicção.

Seis anos atrás, o Palmeiras fez uma aposta alta em Ricardo Gareca. Foi buscá-lo na Argentina, aceitou contratar vários reforços por ele indicados, mas a diretoria da época nunca teve convicção do que queria. Tanto que os resultados eram ruins, o presidente nunca foi a público dizer “Gareca é o nosso técnico até o fim do ano e ponto final” e, depois de meia dúzia de tropeços, Gareca foi mandado embora, chegou Dorival Júnior e só escapamos do terceiro rebaixamento graças aos pênaltis do Ceifador e a um gol do Santos. “Ah, mas se o Gareca ficasse cairíamos”, pode ser. Mas isso não muda o fato de que a gestão fez uma aposta alta sem nenhuma convicção, movida apenas pelo embalo “vamos atrás de um estrangeiro”, e na hora do tropeço não conseguiu bancar a aposta.

A diretoria atual é outra, embora seja herdeira daquela (ainda que se reneguem mutuamente). A aposta desta vez parece ter um pouco mais de convicção, mas foi mais alta: cruzaram o Atlântico atrás de um técnico num ano em que ainda temos possibilidade real de ganhar três títulos, embora não tenhamos feito bons jogos na maior parte do tempo. Como o projeto é de longo prazo, é fundamental que a direção banque a aposta mesmo se terminarmos a temporada sem nada, e que continue dando respaldo a Abel nas horas em que os repórteres vierem questionar: “O técnico corre algum risco?”

Paciência é a palavra de ordem para nós, torcedores. Para a diretoria, é respaldo. Na hora boa e na hora ruim.

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