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Não há cura!

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Créditos: foto – flirk vasco da gama

Lembro-me agora do amigo que visito frequentemente há anos em uma belíssima casa de saúde aqui na cidade. Amigo de infância! Amor incondicional. O camarada não chega a levar uma vida vegetativa, mas dá para afirmar que ele está próximo a isto. Os raros lapsos de memória não fazem dele um ser humano mais feliz. Pelo contrário. Estes  momentos cada vez mais escassos trazem novamente para a cena sentimentos dos quais muito me orgulho, mas que são meras lembranças. O flerte com o passado revigora a nossa relação e eterniza as nossas melhores histórias. Por outro lado cada vez mais é somente o que nos resta. Lembranças de um tempo longínquo e que não voltam mais. Os já extraodinários instantes seguem cada vez mais espaçados e o quadro de saúde atual segue piorando. O universo de incertezas corroboram ainda mais com o estágio moribundo do paciente. Uma lástima! Na contramão da tragédia, de fato, há por parte da esmagadora maioria de amigos uma esperança de dias melhores. Ressaltam-se os desejos salutares a cada encontro e vez por outra até há indícios para se acreditar nesta possibilidade. Balela. Os antídotos são soro fisiológico. O estado de saúde é muito crítico. A doença corrói célula por célula do corpo lentamente e ele, embora muito robusto e imponente, sente as fragilidades que a enfermidade lhe impõe. Sangra! Sangra muito! Sangra por dentro e por fora. A dor é grande e o aspecto durante os períodos mais críticos é deprimente. As entranhas apodrecem e exalam um forte cheiro de azedo. Como pode ser tão repulsivo assim? Você que lê este texto deve se perguntar: mas como conseguem manter contato com ele diante de tanto sofrimento e desgaste? Como é possível acolhê-lo de forma tão carinhosa e dedicada mesmo sabendo que por dentro tudo parece corromper-se sem o menor sinal de melhoras? Como? Cá entre nós, amigos do peito, o amor supera e o mantém. Apenas isto para explicar. O fato é que o mal atingiu todo sistema imunológico. O corpo oferece facilidades e vantagens para os seus hospedeiros. Tudo o que a doença precisa. Os medicamentos produzem efeitos paliativos e ultimamente tem causado efeito contrário. As drogas contribuem negativamente em vez de ajudar.

Os boletins médicos nos mostram o tamanho do problema do nosso amigo.  A dimensão e a gravidade da doença escancarada por situações em que se esperava o mínimo de conforto. É desesperador! Os supostos especialistas indicam remédios milagrosos e tratamentos eficazes. Prometem a cura. Mas o que percebemos é exatamente o oposto. Não há cura! A patologia não mata instantaneamente. Contagia inclusive. Ataca até mesmo aqueles que sempre estiveram próximos. Muitos estão contaminados. Cabe apenas o lamento e a espera sem saber ao certo pelo que está por vir. Não há mais certeza de nada. Absolutamente nada! 

foto – flirk vasco da gama

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