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Um clássico para lavar a alma

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Créditos: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

A centenária rivalidade entre Sport e Santa Cruz conta atualmente com 560 confrontos e muitas histórias memoráveis para ambos os lados. Um dos capítulos mais marcantes do Clássico das Multidões recifense aconteceu na semifinal da Copa do Nordeste de 2017. De um lado, o Tricolor, atual campeão da competição que caminhava rumo à final para buscar o bicampeonato, e do outro, o tricampeão rubro-negro aspirava disputar o tetracampeonato após duas temporadas seguidas caindo na semifinal.

Numa noite de sábado, 29 de abril, a Ilha do Retiro esteve lotada para receber a partida de ida, vencida pelo clube coral por 2×1, garantindo uma vantagem considerável para o jogo da volta, sobretudo por causa do critério de gols fora de casa. Mas o fato marcante daquela noite não foi o placar e nem o peso de bater um rival fora de casa num duelo de tanto apelo, mas sim a comemoração do gol da vitória: Hallef Pitbull, que desempatou o jogo aos 29 do segundo tempo, subiu e deu tapas no escudo leonino.

A atitude do atacante foi bastante comentada nos quatro dias entre o primeiro e o segundo jogo. Em tom de comemoração e gozação por parte dos tricolores, e em tom de ira e vingança por parte dos rubro-negros, que apesar de amargar o revés no primeiro capítulo daquela semifinal, encontravam no desaforo dos rivais a maior motivação para esgotar os 6500 ingressos destinados aos visitantes no Arruda e reverter o quadro na partida de volta, na noite de 3 de maio.

Bastaram 40 segundos de jogo para André mostrar com que espírito o Sport havia entrado em campo, exigindo uma grande defesa de Júlio César em chute forte de fora da área. Porém, aos 15 minutos a missão de vencer por mais de um gol de diferença no território adversário se tornou ainda mais difícil para a equipe de Ney Franco quando seu melhor jogador, Diego Souza, se contundiu e precisou ser substituído por Everton Felipe.

Mas após um minuto em campo, em seu primeiro toque na bola, Everton recebeu passe de Rogério e finalizou com precisão. A bola atingiu o travessão e entrou caprichosamente, deixando o Leão a apenas um gol da classificação. Quando se esperava uma grande pressão em busca do segundo, o que se viu foi um Santa Cruz maduro, que soube administrar o resultado e criou as melhores oportunidades no restante da etapa inicial, quase empatando aos 28 com Thomás, tendo o gol evitado por Durval quase em cima da linha, depois aos 30 em cobrança de falta de Anderson Salles defendida por Magrão, e aos 37, em chute colocado de Thomás, que também parou no goleiro e Pereira furou no rebote.

No segundo tempo, os tricolores diminuíram o ímpeto ofensivo, mas seguiam segurando com tranquilidade o placar que lhes garantia na final do Nordestão pelo segundo ano seguido. Até que um pisão de Rithelly em Thomás no meio de campo deu início a uma confusão generalizada, resultando na expulsão do próprio Rithelly e de Elicarlos, que chegou agredindo Durval. Com dez de cada lado, o jogo voltou a ficar aberto e, aos 31, Samuel Xavier cruzou na área, a defesa coral afastou mal e a bola voltou na meia lua, se oferecendo para André chutar de primeira no canto esquerdo, encerrando o jejum de 9 partidas sem marcar e virando o placar agregado em favor dos leoninos.

Todo o contexto que envolvia o clássico levou os rubro-negros à loucura no Arruda com o gol e fez com que os donos da casa perdessem a cabeça. Expulso, Rithelly voltou do vestiário para provocar a torcida mandante, gerando nova confusão no gramado e outra nas arquibancadas. Nos minutos restantes, o Santa não se reencontrou em campo e ainda teve dois expulsos: Wellington César e Vitor, por entradas desproporcionais em André e Ronaldo. Os visitantes aproveitaram o espaço e quase ampliaram o placar em três oportunidades, mas Rogério, André e Raul Prata pararam em Júlio César.

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