HOME CLUBES PRINCIPAL COPAS MUNDO DO FUTEBOL MERCADO DA BOLA CULTURAL CONTATO

 

 

SERIE A

SUDESTE

NORDESTE

SUL

CENTRO-OESTE

NORTE

Sport | O heroísmo rubro-negro na Copa do Brasil de 2008.

Card image

Créditos:

O Sport é um dos clubes mais importantes do Brasil e isso se prova pelos diversos títulos que a equipe possui. Um dos mais especiais e marcantes para a torcida rubro-negra é o da Copa do Brasil 2008, conquistado de forma heroica sobre o Corinthians, mas que começou aqui no Nordeste, contra o Imperatriz. Vamos relembrar essa bela trajetória.

Sport x Imperatriz (2-2;4-1)

O Sport começou sua caminhada na Copa do Brasil fazendo um jogo ruim no Maranhão, contra o Imperatriz. Até então com bom desempenho durante o ano, levou pressão do Cavalo de Aço e se apoiou em destaques individuais para não sair derrotado. Durval e Carlinhos Bala fizeram os gols leoninos.

Na partida de volta, o Leão mostrou porque era o favorito no confronto e fez uma partida muito segura, venceu por 4-1 sem maiores dificuldades. Luizinho Neto, Romerito, Igor e Reginaldo foram os autores dos gols em um jogo que fora o gol, o Imperatriz pouco assustou. Com a vitória, o Sport se classificou para enfrentar o Brasiliense.

Sport x Brasiliense (2-1;4-1)

Mais um jogo fora do Sport na Copa do Brasil, mais um jogo ruim. Mas dessa vez, a equipe mostrou resiliência e força para sair de uma situação adversa ao perder Durval, um dos principais jogadores do time, por expulsão. E foi através da bola parada, um dos pontos mais fortes da campanha rubro-negra, que a vitória foi garantida em uma cabeçada de Romerito.

A volta contra o Brasiliense foi marcada por mais uma partida exemplar do Sport na Ilha do Retiro. Partindo para cima desde o início, o time não tomou conhecimento do adversário em nenhum momento. Os destaques da partida ficaram por conta de Enilton, que participou de três dos quatro gols da equipe, além de Romerito, que contribuiu com uma assistência.

Sport x Palmeiras (0-0;4-1)

De maneira até surpreendente, o Sport fez o primeiro bom jogo fora de casa contra o adversário mais qualificado até então e plenamente favorito para passar de fase. O time foi consistente defensivamente e conseguiu segurar o Verdão, com destaque para o sistema defensivo, principalmente Magrão, que fez ótimas defesas.

Na Ilha, o jogo prometia uma tensão enorme quando Alex Mineiro, atacante palmeirense, empatou o a partida, deixando o confronto com um placar que até então classificava o time paulista. Mas com uma partida histórica de Romerito, que marcou três gols, o Sport saiu absoluto e com muita moral de um confronto duríssimo.

Sport x Internacional (0-1;3-1)

Não bastasse ter enfrentado o campeão paulista, o Sport agora tinha que entrar em disputa com o vencedor do título gaúcho. O Inter, de Alex, Nilmar e Fernandão era uma das equipes com maior poderio ofensivo do país, além de ter uma defesa segura como poucas no Brasil. Mesmo assim, o Sport resistiu e até conseguiu atacar no Beira-Rio, mas em um cruzamento de Gil, Nilmar escorou e Alex colocou no fundo das redes.

Pela primeira vez na competição, o Sport se via em desvantagem ao voltar para a Ilha do Retiro. Por isso, o time partiu logo pra cima e aos três minutos de jogo, Leandro Machado abriu o placar para os rubro-negros. Com a tranquilidade do jogo empatado, o Sport relaxou e viu o Internacional crescer na partida, até chegar ao empate com o zagueiro Sidnei. O time pernambucano agora precisava de dois gols para a classificação.

O segundo tempo foram 45 minutos que ficaram para sempre na memória da torcida rubro-negra. O Sport voltou ainda mais ofensivo e não dava espaços para o Inter tentar os contra-ataques. Mesmo assim, encontrava dificuldades para marcar, até que Carlinhos Bala achou uma brecha e encontrou Roger livre, com o trabalho de só encostar para a rede. Como nada prometia ser fácil nessa campanha, o Sport perdeu Luciano Henrique expulso e teve que se superar com um a menos. Durval, em uma falta de muito longe, fez o gol da classificação em um momento daqueles que instantaneamente entram para história de um clube e emoldurado no coração de qualquer rubro-negro.

Sport x Vasco (2-0;0-2)

(5-4 pênaltis)

Contra o Vasco, pela primeira e única vez, o Sport se deparou com o fato de que decidiria fora. A atitude da equipe, muito por causa disso, foi tentar fazer um resultado sem sofrer defensivamente e foi isso que aconteceu. Usando da bola parada, o time rubro-negro abriu o placar logo cedo com uma cabeçada do zagueiro Durval. Antes mesmo dos 20 minutos, o Sport chegaria ao seu segundo gol em um chutaço de Daniel Paulista. Daí então, a equipe pernambucana controlou o jogo com tranquilidade e sem sustos para levar a vantagem para São Januário.

O segundo jogo foi marcado pelo nervosismo do time carioca, que buscava o resultado a qualquer custo, mas sem organização, o que facilitou o trabalho da organizada defesa leonina no primeiro tempo. Além disso, o Sport conseguia chegar e dar alguns sustos, mas o primeiro tempo acabou mesmo sem gols. Com o tempo, o Vasco percebeu que era pelo alto sua grande chance de reverter a desvantagem e foi assim que abriu o placar com Leandro Amaral. Foi aí que o drama se estabeleceu para a torcida leonina. Foram cerca de 30 minutos de pressão até que Edmundo, após falha de Magrão, colocou para as redes e levou a disputa para os pênaltis.

As penalidades máximas marcaram um dos momentos mais tensos da campanha rubro-negra. Fora de casa, baqueado psicologicamente após um gol no final e com o estádio do adversário lotado. Mesmo assim, foi Edmundo que pareceu ter sentido toda a pressão ao mandar a bola por cima do gol de Magrão na primeira cobrança. Os pênaltis cobrados pelo Sport, em sua maioria, foram batidos com segurança, mas as cobranças de Fábio Gomes e Magrão quase matam do coração o torcedor rubro-negro, apesar de convertidos. Ao final, bola nos pés de Carlinhos Bala e ele não decepcionou. Uma bomba no canto direito do goleiro Tiago e São Januário emudeceu imediatamente. Festa leonina no Rio de Janeiro e classificação para enfrentar o Corinthians na grande final.

Sport x Corinthians (1-3;2-0)

O primeiro tempo no Morumbi foi para se esquecer. Um Sport inofensivo e frágil defensivamente, mostrando nervosismo durante todos os 45 minutos e saindo no lucro por perder por apenas 2 gols de diferença. Bem verdade que um dos gols sofridos saiu de um erro crasso de arbitragem, mas o placar não foi menos justo por conta disso. Dentinho e Herrera fizeram os gols do alvinegro paulista. É importante ressaltar: o Sport não contava com Romerito, grande destaque da equipe na competição e que tinha terminado seu contrato, sem que o Goiás, então detentor dos seus direitos, quisesse renovar.

A configuração do jogo não foi mudada com a chegada do segundo tempo. O Sport continuava a sofrer e viu Acosta, livre na área, colocar nas redes de Magrão e naquele momento, parecia que o título estava escapando completamente das mãos rubro-negras, até que Enílton, em um lance de extrema categoria, colocou no canto de Felipe, no que Carlinhos Bala pós-jogo disse ser o gol do título. E realmente seria.

O nervosismo do primeiro jogo voltou no segundo contaminando inclusive a torcida. Apesar de não sofrer em sua defesa, o Sport não conseguia esboçar qualquer criatividade para fazer os gols que precisava. Foi aí que Nelsinho Baptista, técnico rubro-negro, acionou Enílton no lugar de Kássio, tornando o time muito mais perigoso. Pouco depois, explosão na Ilha. O habilidoso Luciano Henrique recebeu, cortou dois jogadores e encontrou Carlinhos Bala, milimetricamente posicionado para não estar em impedimento. O baixinho recebeu e bateu forte no canto, abrindo o placar. Após esse lance, o Corinthians não viu a cor da bola até que num lance que parecia predestinado para dar o título ao Sport, Carlinhos Bala bateu escanteio e a bola sobrou pra Luciano Henrique, melhor em campo, chutar de fora da área e ver Enílton tentar um desvio que matou Felipe. A bola passou mansamente entre as pernas do goleiro alvinegro, sem ao menos tocar na rede.

No segundo tempo, o Sport procurou segurar mais o jogo, já que tinha toda a vantagem. Isso fez com que a defesa leonina tivesse que trabalhar bastante. O chute de Lulinha e o lance em que Acosta quase sofreu pênalti assustaram muito, mas a expulsão de Wellington Saci, que havia acabado de entrar, frustraram os sonho corintianos. No minuto final, o Corinthians ainda perderia o zagueiro William, também expulso, mas não fez muita diferença. O Sport conquistava ali a Copa do Brasil, o terceiro título nacional do Rubro-Negro da Ilha do Retiro.

mm

Sobre o autor

Ver mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 

Siga nossas redes sociais

© 2020 Atras do Gol é uma marca registrada da Atras do Gol Limited Liability Company.  Todos os direitos reservados. O uso deste site constitui aceitação de nossos Termos de Uso e Política de Privacidade