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Estrutura: a criptonita do Botafogo nos tempos modernos

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Créditos: Treino Botafogo no Estadio Nilton Santos. 23 de Outubro de 2020, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O Botafogo de Futebol e Regatas teve a década de 90 como o seu mais vitorioso período, assim como nos anos 60. Conquistando títulos em todas as esferas – estadual, regional, nacional e continental – o Glorioso consolidou-se novamente entre os maiores após os 21 anos de seca.

No entanto, a virada de século nos anos 2000 iniciaria mais um jejum – que se estabelece até os dias de hoje. E o torcedor se pergunta: como pode um time com tantas glórias ter simplesmente esquecido de como se levanta uma taça no século 21? A explicação é simples.

Não dá mais para nos apegarmos à célebre frase de que “há coisas que só acontecem ao Botafogo”; precisamos identificar os gaps gerados por péssimas administrações, nos afastando dos clubes competitivos e tirando todo o nosso protagonismo.

Além da traiçoeira e injusta divisão nas cotas de TV, causando um abismo financeiro entre alguns clubes, houve também uma enorme competência por parte do Alvinegro em acompanhar a evolução do esporte no Brasil. Tudo se resume a uma simples palavra que passa longe de General Severiano: a estrutura.

Muitos clubes se profissionalizaram e modernizaram seu dia-a-dia; desde Centros de Treinamento de ponta até equipes de análise de desempenho, scouting para contratações e estruturação das categorias de base, permitindo aumento técnico e financeiro ao utilizar promessas no time profissional e vendê-las em pouco tempo.

O Botafogo apenas assistiu a todo este processo e agora colhe seu amargo plantio. Seu modelo de gestão totalmente arcaico chega a se arrepiar ao ouvir o termo “profissionalismo“; suas sedes estão totalmente abandonadas, não há CT, e o campo anexo do Estádio Nilton Santos, onde treinamos diariamente, é um cemitério de joelhos e músculos.

Além disso, o clube perde em suplementação e condições de trabalho nas camadas jovens até para os clubes pequenos do Rio de Janeiro. E, quando finalmente bons nomes são revelados, saem a preço de banana ou até mesmo de graça por puro amadorismo. O clube, assim, não se sustenta.

Em 2020, chegamos a um momento delicado, onde flertamos com a falência definitiva ou mudamos absolutamente tudo da maneira que é feita atualmente. A S/A, o único caminho viável para impedir a insolvência, está por um fio; a recuperação judicial, outro caminho estudado, pode nos levar à quarta divisão em caso de problemas. O Centro de Treinamento, com seu terreno cedido pelos Moreira Salles, que também custearam o início das obras, está paralisado por falta de recursos.

O Glorioso vive momentos de definição no meio de, talvez, a sua maior crise da história. A torcida, apaixonada e aflita, tenta mobilizar forças e recursos para evitar o pior. E tudo isto em meio a uma pandemia nunca antes vista.

Pois somos apaixonados demais e não vamos desistir. A nossa força, que por muitas vezes impediu tragédias através da arquibancada, agora precisa se fazer presente fora dela. Sejamos a fortaleza que jamais se renderá. Lutemos por dias melhores e cobremos quem temos que cobrar.

O Botafogo somos nós.

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