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Vida Longa ao Rei! Parabéns Falcão!

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Créditos: Inter Oficial

Quando citamos grandes times da história do futebol mundial, habitualmente lembramos do principal jogador. O “Santos de Pelé“, o “Botafogo de Garrincha“, o “Flamengo de Zico“, o “Barcelona de Messi“, a “Holanda de Cruijff“.

E temos o “Inter de Falcão“…

Paulo Roberto Falcão, que completou em outubro gloriosos 67 anos de idade, é simplesmente o melhor jogador já nascido em Santa Catarina. O melhor atleta criado em Canoas. E o melhor futebolista formado no solo sagrado do Gigante da Beira-Rio. “Falcão” é a epítome do Inter dos anos 70. O “Bola-Bola“, como seus companheiros o chamavam.

Oitavo na lista de centrocampistas da histórica revista britânica Four-Four-Two. Nominado como um dos 20 maiores centrocampistas no “Dream Team All-Time” da France Football (esta semana, inclusive!), a revista que escolhe o “Bola de Ouro” do futebol mundial. O craque brasileiro foi eleito o segundo melhor jogador da Copa do Mundo de 1982.  Isso jogando em um time que sequer chegou às semifinais daquele Mundial, apesar de ter encantado o mundo com seu futebol vistoso e inteligente.

Aliás, “jogando” é um eufemismo: Falcão desfilava. Seu estilo de jogo elegante, preciso e ao mesmo tempo intenso e dinâmico, lhe deixava muito à frente do futebol técnico, clássico mas sobretudo lento dos meias brasileiros dos anos 70. Um volante que armava o jogo e chegava na área.

O filho do seu Bento e da dona Azize fazia gols decisivos: na final de 1979 contra o Vasco, nas semis do mesmo ano contra o Palmeiras (em uma histórica atuação no Morumbi). E, claro, a imortal tabelinha de cabeça com o saudoso Escurinho no último minuto da vitória de virada por 2×1 sobre o Atlético-MG na semifinal de 1976.

Falcão comemorando o histórico gol nas semifinais de 1976 contra o Galo. Foto: Site Oficial do Internacional

Falcão já jogava o futebol moderno antes deste ser inventado. Ter o gênio tático como Rubens Minelli, fã confesso do “Futebol Total” da Holanda de 1974 (sim, a do Cruijff), potencializou seu talento ímpar. Mas o resto? Era com ele mesmo, aperfeiçoado com muito treino e dedicação. Um profissional completo, um líder nato, um cavalheiro.

Tricampeão brasileiro, cinco vezes campeão gaúcho, Bola de Prata em 1975, 1978 e 1979, eleito o melhor dos Brasileiros de 1978 e 1979. Títulos sempre como o melhor jogador da equipe: comandante da melhor campanha da história (Inter de 1976) e imortalizado como líder do único campeão brasileiro invicto da história, três anos depois.

Saiu em 1980 para construir uma história igualmente fantástica na Roma, então um time do segundo escalão italiano e sem títulos há décadas. Falcão deixou uma marca tão inacreditável na Capital Eterna que tem um museu só pra ele. Sim, o craque brasileiro tem uma ala inteira em sua homenagem.

Foi lá que ganhou o apelido de “Oitavo Rei de Roma”, comandando o time em conquistas nacionais, quebrando o jejum sem “scudettos”. E quase levou o título europeu, perdendo apenas nos pênaltis para os ingleses de Liverpool, dominante no cenário internacional por quase 10 anos.

O escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo certa vez declarou: “ – Dizem que um jogador sozinho não ganha um campeonato. Mas o Falcão de 79 seria vice com certeza“.

Exagero clubista do colorado Luís Fernando?

Talvez sim.

Talvez não… 

Não há melhor jogador a ter vestido a centenária e campeã camisa do Internacional. 

Vida longa ao Rei!

Parabéns, Paulo Roberto Falcão…

 “Falcão, tu fostes ungido como o oitavo rei de Roma.”
(Jornal Gazzetta dello Sport, em edição de 1983)

 “Quem é melhor, Falcão ou Mococa?”
(Jornal da Tarde, na véspera de Palmeiras 2×3 Inter, refererindo-se ao duelo entre o craque do Inter e o destaque palmeirense da época)

 “Falcão, é claro!”
(Jornal da Tarde, do dia seguinte ao duelo, que ficou marcado pela maior apresentação de Falcão em todos os tempos)

 “Não perdemos para um time. Perdemos para o maior jogador do mundo.”
(Dirigente palmeirense, ainda se referindo ao jogo contra o Internacional em 1979, quando Falcão vivia o melhor momento de sua carreira)

 “Maradona foi o craque individual. Falcão, o craque tático, aquele que desenha o jogo para o time.”
(Carlos Bilardo, técnico campeão do mundo em 86 pela Argentina)

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