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Copa Conmebol: Primeira competição internacional da história paranista

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Créditos: Reprodução/Paraná Clube

Salve salve, nação Tricolor, tudo bem? Neste mês de outubro de 2020, completam-se 21 anos da primeira competição internacional disputada pelo Paraná Clube em sua história! Por isso, hoje estou aqui para contar um pouco sobre a Copa Conmebol de 1999. Mas, antes disso, é necessário voltar um pouco no tempo. Você se lembra como era o mundo em 1999?

A primeira lembrança que remete há este ano é o Bug do Milênio. Muitas crenças sobre o fim do mundo e o retorno de Jesus foram tomadas à época. No âmbito político, Fernando Henrique Cardoso era o presidente do Brasil.

Na economia, o preço do dólar era R$ 1,55. Na cultura, a canção Sozinho, interpretada por Caetano Veloso, era a mais tocada no Brasil.

No futebol, a Seleção Brasileira ainda não era nem pentacampeão do mundo. E, o nosso Paraná Clube, havia perdido a hegemonia estadual, após ser pentacampeão paranaense. O ano de 1999, porém, ainda reservava emoções para a torcida paranista. Tudo começou na Copa Sul.

Na competição regional, o Tricolor da Vila fez grande campanha, alcançando à final, sendo derrotado pelo Grêmio, após três partidas disputadas, ficando assim com a segunda colocação.

Tal posição levou o Paraná Clube a disputar a Copa Conmebol, que em 1999, seria jogada pela última vez. A vaga, inicialmente, seria do Grêmio, mas a equipe gaúcha abriu mão da competição, possibilitando ao Tricolor disputar a primeira competição internacional de sua história.

Copa Conmebol

Considerada a percussora da Copa Sulamericana, a competição teve, ao todo, oito edições, realizadas entre os anos de 1992 e 1999. A hegemonia ficou com o Brasil e a Argentina. O maior campeão foi o Atlético-MG, com dois títulos.

Botafogo, São Paulo e Santos também ergueram o troféu uma vez cada, assim como os argentinos Rosário Central, Lanús e Talleres, campeão na edição que o Paraná Clube participou.

O problema é que o Tricolor, de certa forma, não deu a devida importância para o torneio. Envolvido na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro (escapamos, mas a bagunça nos bastidores e o tapetão nos levaram a queda para a segunda divisão em 2000, na famigerada Copa João Havelange. Mas isso é assunto para outro texto…) o Paraná Clube acabou poupando seu time principal, mandando a campo jovens das categorias de base e atletas que eram reservas.

Na primeira fase, diante do San Lorenzo do Paraguai, vitória em Curitiba por 1 x 0, gol de Juliano. Na volta, derrota em Assunção por 2 x 1, com gol marcado por Evandro. A curiosidade aqui é que o Paraná Clube viveu um dos momentos mais inusitados de sua história.

Aos 43 minutos do segundo tempo, o goleiro Marcos acabou levando o segundo cartão amarelo, sendo expulso. Como já havia feito as três alterações, o atacante Flávio precisou ir para o gol.

E ele se tornou um improvável herói. Nas penalidades máximas, além de converter sua cobrança, também brilhou ao defender três cobranças da equipe paraguaia, garantindo o Tricolor nas quartas-de-final da competição!

O adversário seria o Talleres, da Argentina. Em Córdoba, o Paraná Clube acabou derrotado por 1 x 0. Na Vila Capanema, o Tricolor até devolveu o placar de 1 x 0. Mas, desta vez, não foi feliz nas cobranças de pênaltis. Flávio não jogou de goleiro, nem converteu seu pênalti, e o Tricolor foi derrotado por 1 x 3, dando adeus à competição.

O Talleres ainda eliminaria o chileno Deportes Concepción, na semifinal, e derrotaria o CSA, de Alagoas na grande final, sagrando-se campeão.

O saldo final da competição foi um sexto lugar na classificação geral, mas é inegável que ficou uma pontinha de frustração, pois era nítido que o Paraná Clube poderia ter ido mais longe, se tivesse disputado a competição com o seu time principal.

O Paraná Clube ainda disputou por duas vezes a Copa Sulamericana (2004 e 2006) e uma vez a Copa Libertadores (2007). Depois disto, nunca mais saímos do Brasil. Os tempos são outros. Mas o que esperamos mesmo é que, um dia, possamos ver o Paraná Clube novamente desbravando as fronteiras sulamericanas, dançando o tango ou a salsa latina.

Arriba, sin miedo!!!

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