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Torcedores comentam ascensão meteórica do CSA nos últimos 4 anos

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Créditos: Gustavo Henrique/Ascom CSA/Campanha vitoriosa do CSA na Série B de 2018 o levou a disputar a Série A do ano passado

Um clube que esteve em uma fase onde sequer tinha uma série para disputar. Servia de chacota para os adversários que o chamavam de “time fora de série”. De repente, em quatro anos, teve uma ascensão meteórica, surpreendente! Assim foi o Centro Sportivo Alagoano, o CSA de tanta gente! 
Em 2016, disputou a Série D do Brasileiro, até mesmo desacreditado por muitos; conseguiu o acesso e, em 2017, lá estava o Azulão disputando a Série C. Veio a emoção maior, pois o Gigante acordou e botou mais uma estrelinha no peito, sagrando-se campeão da Série C.

Em 2018, já na Série B, sonho de muitos azulinos, fez uma excelente campanha e, querendo mais, com o desejo de sonhar mais alto, lá se foi o Azulão disputar a Série A do Brasileiro. Inacreditável, excepcional! Festa em todo o Estado de Alagoas, que se vestiu de azul e branco, com carreatas e Estádio Rei Pelé em festa, a cada partida.

É certo que desceu de Série, hoje disputa a B novamente. Mas não importa! O que vale é a excelente fase que o time passou, inesquecível para muitos.
Conversamos com dois torcedores sobre essa ascensão extraordinária que o CSA protagonizou. E um deles, Rodrigo Bulhões Frasseto, revelou que acompanha o CSA desde que descobriu o futebol ou seja desde a infância. Nem precisa dizer que é fanático!

Ele explica a sua paixão pelo clube: “Acompanhei os anos em que o time estava em ótima fase nos anos 1990, acompanhei a fase péssima, onde foi rebaixado pra a Segundona do Estadual, o time não tinha calendário, teve anos que aguardava desistência para poder disputar uma Série D. Tudo por culpa de más gestões, brigas de ego entre diretores, falta de alguém que administrasse o clube visando ao clube e não à política.

Segundo ele, a ascensão do CSA da Série D para a Série A se deu pela visão de gestão implementada no clube, visão de clube empresa. “Administração organizada, reorganizando as dívidas trabalhistas, o passivo do clube, não gastando mais do que se pode”, opinou.

Sobre a emoção pelo acesso, o torcedor revela que passou uma novela de tudo o que a torcida azulina viveu na fase ruim. “Recordei da época em que o time não tinha série, nos rebaixamentos do Estadual e ver o time sair de uma Série D e chegar até a elite do futebol e de acessos consecutivos. Foi tudo emocionante demais! Por tudo que passamos e apoiamos o time em todas as fases, valeu muito a pena, porque a torcida do CSA é diferenciada. Passar por tudo o que passou, mas sempre esteve apoiando o time, independentemente de qual campeonato ele estava disputando, amistoso e com quem jogava. A torcida, na maioria das vezes, estava no Rei Pelé em grande número. Foi fantástico demais!”, declarou.

O outro torcedor com quem conversamos é uma torcedora: Emmanuelle Almeida, ou Lelly Almeida, filha até de um ex-presidente azulino, José Venâncio Almeida. Segundo ela, o que levou o CSA ter essa ascensão surpreendente foi o fato de a torcida nunca ter abandonado o clube, fazendo com que o seu presidente, Rafael Tenório, acreditasse e investisse no projeto. “Projeto esse em que o clube inicialmente se encontrava afundado, numa crise financeira e, com a sua visão empresarial, ele conseguiu implementar uma gestão profissional no clube até então amador”, avaliou.

Ainda de acordo com Lelly, a política de contratações, em que era observado o extracampo do atleta foi o diferencial da campanha. “Tínhamos um grupo comprometido com o trabalho dos treinadores junto à comissão e diretoria que deu todas as condições para montar um time competitivo”, explicou.

Sobre a questão de este ano, na Série B, se acha que o CSA tem condições de subir para a Série A, novamente, ela considera que pode conseguir sim, mas não acha que este seja o momento certo. E explicou, em seguida. “Precisamos nos estruturar financeiramente, tendo o Centro de Treinamentos à disposição, um grupo focado e com espírito de vencedor.

Montar uma base, tipo a que foi feita na conquista da Série C, mas que acabou sendo desfeita nos acessos da B para A, onde, no meu ponto de vista, foi um dos erros vitais do CSA”, afirmou.

Rodrigo Bulhões com a namorada em um dos jogos do CSA, no Estádio Rei Pelé (arquivo pessoal)
Lelly Almeida e duas de suas paixões: o filho e o CSA (arquivo pessoal)
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