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Do tabu ao triunfo!

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Ao certo, para o nosso querido leitor, falar de um jejum de nove anos não é nada fácil para aquele que acompanha e se dedica a estar junto ao seu clube de coração, mas futebol sempre será esse campo aberto de possibilidades, enquanto por um lado há décadas vitoriosas na etapa da historia de um clube, de outro há anos de luta e resistência nos gramados, é com essa pequena introdução que começo a contar a você leitor, o que é a queda de um tabu em cima do maior rival.

Passado 2011 era perceptível a seca de títulos do alvinegro de São José, o que de certa forma deixava os seus torcedores incomodados, mas isso não significava por inteiro que o Treze não tinha suas conquistas, como o acesso para Serie C em 2018 com o vice-campeonato, e a campanha heroica contra o rebaixamento no ano passado, mesmo nos confrontos com time de mais recursos, o Treze não baixava a cabeça e jogava de igual para igual no campeonato brasileiro da Serie C.

No início de 2020, muito se especulava ate onde Galo da Borborema poderia chegar no campeonato estadual, com parte do elenco já montado na temporada passada, incialmente o Treze já começa o campeonato como um dos favoritos. Mas foi iniciar o campeonato e essa teoria cair por terra, o primeiro jogo contra o CSP em casa com uma vitória magra por 2 a 1 não iludiu o torcedor trezeano, que com o passar dos jogos percebeu um time apático em campo, que mesmo com nomes conhecidos como Frontini, Caxito e Breno Calixto, sofria derrotas para clubes teoricamente menores como o Sousa e o próprio CSP no returno.

Com a parada de quatro meses para o Treze no futebol paraibano, em ocorrência a pandemia do covid-19, a equipe alvinegra teve tempo para se reorganizar em campo, com o primeiro desafio contra o Nacional de Patos, mas que não foi muito adiante, com um jogo sonolento marcado pelo zero, o empate não saiu do placar e a pressão só aumentava. O jogo seguinte era o maior rival, o Campinense, que conjunto ao Treze faz o principal clássico do interior do nordeste, o famoso clássico dos maiorais, pois bem, nesse encontro específico de um futebol desentrosado, voltando ao ritmo, o Treze sai como vencedor em um placar magro de 1 a 0, mas que deu folego para disputa no quadrangular final, o que parecia até então está longe das possibilidades do alvinegro do presidente vargas, culminou com o classificação em cima do freguês.  

O encontro decisivo das semifinais foi perante o Botafogo de João Pessoa, o clube de maior investimento e com nomes conhecidos nacionalmente como Leo Moura e o goleiro Felipe, logo a imprensa local colocou o time da capital como favorita para o encontro, com dois jogos, sendo o primeiro em João Pessoa, o Botafogo, conseguiu ganhar o jogo por 2 a 0 em jogo apático por parte do Treze. No jogo da volta no dia 5 de agosto, o Treze logo abre o placar no primeiro tempo com gol contra e na segunda etapa o atacante Ermínio faz 2 a 0, o que leva a decisão para os pênaltis. Na loteria dos penais, apenas um erro separa o desclassificado do finalista, e no placar de 5 a 4, o Treze passa para as finais, deixando o time da capital como favorito fora da última fase do campeonato estadual.

Não por acaso os finalistas dessa edição do campeonato paraibano estavam situados na mesma localização geográfica, a Rainha da Borborema! O Treze e o Campinense iriam protagonizar um clássico diferente de todos aqueles que tinha feito até o momento, por causa da crise sanitária no Brasil e no mundo decorrente do coronavírus, a torcida não pode adentrar as estruturas físicas do estádio, medida para barrar as aglomerações e evitar transmissão em massa do vírus.

Mas engana-se que por não haver a presença das torcidas, o clássico perderia a tensão e a entrega por parte do clube alvinegro, logo no início da partida foi possível ver uma disputa intensa no meio de campo, com algumas boas jogadas de um Campinense ofensivo, foi no contra-ataque puxado por Douglas Limas dando o passe do gol para Alexandre camisa 10, era o primeiro do  Treze, que inaugurava o placar. Do gol em diante só deu o rubronego da Bela Vista, mas sem nenhum êxito, era um ataque desorganizado dependente do seu camisa 9, que não estava em uma noite muito inspirada, mas aos 42 minutos do segundo tempo em uma jogada pela área central do campo ofensivo, Bruno Mota faz o segundo gol do jogo, e corre pra abraçar seus companheiros que já tinham em mente a importância daquele gol para o Treze, assim  encerra-se o primeiro clássico dos maiorais sem torcida e com a vitória para o time alvinegro do São José.

A segunda partida, foi um jogo de entrega e disputa, mas desde o começo é possível perceber um Treze mais retraído no seu campo de defesa, e um Campinense que estava todo mundo no ataque, desorganizado e impulsivo tentando a sorte, até que aos 21 minutos do segundo tempo o Campinense faz seu primeiro gol na final, entretanto já era tarde demais para uma possível reação, o Treze percebendo um campinense desarrumado e com o psicológico abalado, organizou sua zaga comandada pelo xerife Breno Calixto, que não deixou nada mais passar, foi só esperar o apito final e correr para o abraço, Treze Campeão Paraibano de 2020, nove anos depois, vence novamente o campeonato estadual em cima do seu maior rival, a felicidade brilhava nos olhos de um time vencedor, era só alegria à beira do gramado.

 O que começou dentro do estádio o Amigão, tomou conta rapidamente das ruas da cidade de Campina Grande, como não era possível uma festa generalizada na rua, cada um nos seus carros fizeram uma grande carreata puxada pelo trio elétrico com os jogadores exibindo a taça de campeão estadual, era a alegria de mais que um fim de tabu, era a alegria do trinfo em cima dos maiores rivais.

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