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Caroço de Pinha

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Créditos: TV Belo

Uma partida de futebol está longe de ser uma ciência exata e, mesmo que levemos para o campo das artes, nem sempre se é uma história de roteiro óbvio. As quatro linhas que demarcam o campo dividem dois mundos ligados pela mesma paixão, mas hoje o personagem principal está atrás do gol e é botafoguense.

Na terra onde o sol nasce primeiro, o pré-jogo começa cedo. As praias do litoral paraibano se vestem de preto e branco nos minutos que antecedem os jogos do Botafogo. A euforia e os papos boêmios se estendem aos entornos do estádio Almeidão, a casa do maior campeão da Paraíba. É nesse cenário que o torcedor ou até mesmo o estreante das bancadas pessoenses se depara com o nosso personagem de hoje, Caroço de Pinha.

Não se tem data da primeira aparição desse ícone botafoguense, mas é notório e unânime a representatividade dessa figura para a torcida. Sempre muito sorridente, apesar dos poucos dentes, e animado, Caroço flutua entre as filas e bares buscando a famosa “enteira” do seu ingresso. Cigarros e bebidas alcoólicas surgem como opção ao dinheiro, mas ninguém tem dúvida que ele estará presente na arquibancada e isso ganha ainda mais força nos clássicos locais.

Engana-se quem subestima o fanatismo do nosso guerreiro. Apesar da aparente limitação financeira, Caroço se fez presente em partidas memoráveis como o jogo do acesso em Fortaleza no ano de 2013 e é figurinha carimbada nas caravanas para os municípios vizinhos como Natal e Campina Grande.

Dentre seus feitos, está uma longa viagem para o Rio de Janeiro em meados dos anos 90. A sua primeira viagem de avião, pasmem, foi com uma passagem de um integrante da delegação do Botafogo que acabara de falecer.

Os registros dessas histórias se juntam às inúmeras possibilidades de como ele chega em alguns estádios do Brasil e os recorrentes boatos de sua morte que solidificam cada vez mais a lenda das arquibancadas.

A única certeza é que Caroço de Pinha, apelido do botafoguense Antônio Joaquim de Sousa, está imortalizado na torcida do Belo e é uma prova material do tamanho da riqueza cultural que está presente atrás do gol. 

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