HOME CLUBES PRINCIPAL COPAS MUNDO DO FUTEBOL FUTEBOL FEMININO MERCADO DA BOLA CULTURAL CONTATO

 

 

SERIE A

SUDESTE

NORDESTE

SUL

CENTRO-OESTE

NORTE

A estrela dourada que jamais será esquecida

Card image

Créditos: Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Olá pessoal, eu sou Flavio Bandeira, sou jornalista e tenho 35 anos, além de claro, ser gremista! Vocês que terão contato com o meu espaço aqui, também devem ter passado muitos anos da sua vida na arquibancada. Seja alentando o nosso tricolor ou por algum outro adversário. E uma das coisas que movem o fanático por futebol, além das vitórias, títulos, jogos memoráveis, daqueles que você lembra por muitos anos, são boas histórias. Histórias daqueles que vestiram e honraram ao máximo a camisa do nosso clube, e que deixaram marcas eternas na nossa trajetória.

E com a chegada do mês da Consciência Negra, fiz questão de lembrar um dos grandes atletas negros que vestiram a camisa tricolor, a nossa estrela dourada na bandeira, falo de Everaldo Marques da Silva. E nós tricolores, que temos o hábito de exaltar e, diga-se de passagem, com toda a justiça do mundo, porque foi ele que nos deu o mundo, e falo do nosso comandante da casamata, Renato Portaluppi, mas ao mesmo tempo relegamos alguns dos que fizeram a parte importante da nossa história.

Nascido em 11 de setembro de 1944, Everaldo chegou ao Grêmio em 1957, passando pelas categorias infanto-juvenil e juvenil do clube. Na época, a forte concorrência na lateral esquerda gremista, não deixava espaço para Everaldo ingressar na equipe profissional para disputar a titularidade, o ano era 1964, e outra lenda gremista era o dono da posição, falo de Ortunho, que por seis oportunidades fora campeão gaúcho com o tricolor. Assim, para ter mais oportunidades e mostrar todo o talento que o levou a seleção brasileira tricampeã mundial no México em 1970, Everaldo é emprestado para o Juventude ainda em 64, e após duas temporadas na equipe da serra, ele retorna ao tricolor para a sua trajetória de três campeonatos regionais pelo Grêmio.

No retorno ao Grêmio, em 1966, Everaldo substitui Ortunho lesionado, e toma conta da lateral esquerda tricolor até 1972, quando acabara suspenso por um ano após desferir um soco no arbitro José Faville Neto. O fato na época gerou espanto, porque Everaldo além de todos os prêmios conquistados na carreira, ele foi agraciado em 1972, com o troféu Belfort Duarte, concedido aos jogadores de defesa cujo maior característica desses, era a lealdade.

Mas foi na Copa do Mundo do México em 1970, que Everaldo alcançou o maior feito da sua carreira. Admirado por Mario Jorge Lobo Zagallo, fora um dos poucos jogadores de fora do eixo Rio-São Paulo, convocados para aquela copa. Na estréia, o gaúcho tomou a posição do então titular da posição, Marco Antônio, que jogava no Fluminense, para se consagrar como uma das peças chave daquela seleção que para muitos é considerada a maior de todos os tempos.

No retorno a Porto Alegre, após a conquista do tricampeonato, a cidade parou para receber Everaldo para um desfile em carro aberto, sendo homenageado por diversas autoridades. Mas é na noite de 30 de junho, que Everaldo é imortalizado na história do clube. Em sessão solene, o Conselho Deliberativo do Grêmio imortalizou o atleta com a estrela dourada na bandeira do Grêmio.

Mas uma tragédia pôs fim à trajetória de Everaldo. No dia 27 de outubro de 1974, aos 30 anos de idade, ao retornar de uma viagem ao interior do Rio Grande do Sul, Everaldo Marques da Silva acabou falecendo em um acidente automobilístico próximo a localidade de Santa Cruz do Sul.

No acidente, Everaldo chocou o seu Dodge Dart em um caminhão, onde além do craque, morreram a sua esposa, Cleci, uma irmã do atleta e a sua filha Deise. A outra filha do jogador, Denise, foi à única sobrevivente da tragédia. O carro em que todos estavam, fora um presente de uma concessionária de Porto Alegre, pelo tricampeonato conquistado no México, em 70.

A viagem em família, marcava o retorno de um comício em Cachoeira do Sul, naquele ano Everaldo já não estava mais no seu auge e vislumbrava a sua entrada na vida política do Estado. E em 1974, Everaldo tinha planos para se eleger para deputado estadual pela ARENA. Na época, a eleição do craque para a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul era tida como certa.

Particularmente falando, eu consegui contar uma breve história de alguém tão importante para nós tricolores. O ano era 2009, e este que vos escreve contou num breve documentário para a faculdade de jornalismo, intitulado ‘Everaldo, a Estrela Dourada, um pouco da trajetória do menino que saiu do bairro Glória, na capital dos gaúchos, ganhou o mundo e perdeu a vida de maneira trágica. Além disso, pude conhecer o seu Ariovaldo Marques, o ‘Seu Dico’ e a Denise, filha de Everaldo, e única sobrevivente do fatídico acidente. Uma história que jamais será esquecida, e para quem ficou curioso, clica aqui que você vai ver um pouco dessa história.

Ver mais

mm

Sobre o autor

Ver mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

 

Siga nossas redes sociais

© 2020 Atras do Gol é uma marca registrada da Atras do Gol Limited Liability Company.  Todos os direitos reservados. O uso deste site constitui aceitação de nossos Termos de Uso e Política de Privacidade