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50 Anos do Estádio João Hora: as arquibancadas que abraçam a cidade

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Créditos: (Foto: Secom/PMA)

Há quem acredite que os monumentos esportivos são apenas espaços de lazer. Em cada cidade há alguma arquibancada que carrega inúmeras histórias e que se envolve com o seu povo. Em Aracaju, a capital de todos os colorados, mais precisamente na linha férrea que marca a divisa do antigo bairro do Aribé, encontra-se o Estádio João Hora de Oliveira, erguido pelos braços de uma nação e a serviço de todos os sergipanos.

Quando falamos sobre as origens do Mundão do Siqueira, devemos sempre nos atentar ao seu entorno. Cravado no coração da Zona Oeste da cidade, bairro fundado por ex-escravos e retirantes, o atual Siqueira Campos, conhecido por muitos pelo antigo nome de Aribé (uma referência aos utensílios produzidos por seus fundadores),é um dos mais pulsantes da capital sergipana. Não só por ser o maior e mais populoso, mas por ser uma verdadeira cidade, sem modas e sem etiquetas, uma genuína urbe dentro de Aracaju. As suas ruas, que possuem nomes de estados, nos leva a cada canto da cidade e de todas elas é possível chegar ao João Hora de Oliveira.

Seguindo essas genuínas ruas de Ará, os rubros decidiram erguer sua nova casa. Já não era suficiente o casarão da Rua da Frente, hoje Av. Ivo do Prado (que pese a dilapidação do patrimônio histórico). O Sergipe que nascera a beira das águas do rio já havia adentrado por toda cidade e por todo o estado. Sendo assim, não faltou colorado que seguisse esses caminhos levando sacos de cimentos e de tijolos, ou simplesmente levando os sonhos alimentados pelo esporte.

Em sete anos a nova praça esportiva fora construída. Surgiu, então, o celeiro de craques do futebol e de atletas das mais diversas modalidades, muitos deles começaram como simples estudantes da rede pública de ensino que até hoje praticam aulas de educação física nas dependências do estádio. No concreto das suas arquibancadas ainda ressoam as comemorações de históricas campanhas, como dos estaduais e das edições da Copa do Nordeste de 1999 e 2000. Vale lembrar que nesse período o Batistão esteva interditado e o João Hora tornou-se a principal praça esportiva da cidade, servindo para os jogos de todos os clubes locais.

Um estádio de futebol é um monumento vivo que desempenha papel ativo na cidade. Isso ficou claro neste ano do cinquentenário do João Hora de Oliveira, quando se mostrou a verdadeira essência do esporte. Mesmo diante de angústias e de incertezas enfrentadas pela sociedade, o Clube do Povo não deixou de ser a casa de todos. Em um grandioso gesto, a diretoria rubra cedeu o João Hora para a implementação do Hospital de Campanha voltado ao combate à Covid-19. Com isso, centenas de sergipanos, dentre torcedores e rivais, receberam atendimento público e gratuito e puderam se recuperar em pleno espaço que se tornou palco das batalhas pela vida. É o abraço do estádio e do clube em seu povo, em sua cidade.

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