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O coração Operário que pulsa em Vila Oficinas

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Créditos: José Tramontin/OFEC

Somente quem já pisou no Germano Krüger sabe o quanto um dia de jogo do Operário muda os ares de Oficinas. Nos bares próximos, nas esquinas da Padre Nobrega com a Emilio de Menezes, na sede da Trem Fantasma, ou na Associação Avante Fantasma, dia de se respirar e viver o Operário.

Do Sócio Prata na geral, ao Sócio Diamante nas cobertas; dos gritos e bandeiras da TTF na curva à corneta de quem se senta atrás dos bancos de reserva na prata, todos fazem sua parte para fazer do Estádio Germano Krüger a nossa casa. É um canto só nosso em Ponta Grossa e esse canto entoa uma história centenária, de luta dentro e fora do gramado.

Nós somos um clube do povo, um clube formado por trabalhadores da rede ferroviária que viram no futebol um propósito para fazer do lazer uma forma de organização e representação. Foram esses trabalhadores que viram na união entre pessoas de diferentes cores e credos a força que nos faz grande.

Foi essa ideia que nos fez tão Operarianos. Em nossas diferenças nos vimos mais iguais e lutamos para que todos tivessem os mesmos direitos desde nosso nascimento, e isso nos fez um dos primeiros clubes do país a permitir negros no elenco. Nosso aniversário é comemorado no dia 1º de Maio para lembrar de nossas raízes, mesmo quando os ingressos caros, a exigência do sócio-torcedor e todo tipo de modernidade que nos transforma em consumidor tenta nos afastar disso.

Essa nossa origem de chão de fábrica, de trabalhadores que vieram de toda parte para colocar o país nos trilhos, se misturou ao nosso tão característico bairrismo ponta-grossense e espírito interiorano, resultando nesse caldeirão de emoções que é o Germano Krüger. É na arquibancada que nossas diferenças convergem para uma coisa só: o Operário. Aqui cantamos e vibramos desejando ser campeão e em questão de segundos cobramos como se o rebaixamento fosse eminente. Aqui a massa alvinegra faz, acontece, acerta e erra, porque é junto com o Operário que nosso coração bate mais forte e nossas gargantas gritam mais altas.

Nas arquibancadas alvinegras cada um é diferente e todos fazem a diferença. É esse nosso jeito, diferente entre si, mas iguais por um amor, que faz nossa torcida tão especial da sua forma. Nossas arquibancadas podem ser pequenas, mas com a casa cheia, a gente faz nossos 10 mil botarem medo em quem diz jogar para 50 mil. Aqui, se precisar, viramos o jogo no grito, no alambrado, porque em nossa casa mandamos nós.

No Germano Krüger, durante os 90 minutos de futebol nós somos os operários que fundaram o clube através do trabalho duro, que amam uma cidade, que vivem uma ideia e que sabem fazer uma festa. É em vila Oficinas que nosso coração bate, é na nossa arquibancada que o Operário fabrica operarianos.

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