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Do sonho da Copa à dura realidade

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Créditos: Foto: Coritiba Football Club

Há pouco mais de nove anos, o Coritiba, com um sonoro 6 a 0 contra o Palmeiras pela semifinal da Copa do Brasil, estabelecia o recorde mundial de vitórias consecutivas chegando ao 24ª triunfo seguido. Um ano depois seria vice do mesmo torneio pela segunda vez em sequência, o que apesar de ter um gosto amargo é uma campanha para se orgulhar.

Vindo em 2010 da segunda divisão de forma dominante e logo na sequência mais dois bons anos, jogando bonito e ofensivo, parecia até que o Coxa se consolidaria como uma nova força do futebol nacional, um time que estaria sempre incomodando os “grandes” e brigando na parte de cima da tabela. Mas…o que aconteceu de lá pra cá? Como explicar uma queda vertiginosa do sonho da torcida para a realidade atual? É difícil.

Recapitulando: na Copa do Brasil, nunca mais teve boas campanhas, aliás, colecionou vexames a partir daí. Eliminado para equipes como Nacional-AM, URT-MG e Manaus-AM (as duas últimas, inclusive, na primeira fase, algo que até então nunca tinha acontecido). No Brasileirão, lutou contra o rebaixamento todos os anos, até 2017, quando, de tanto “querer”, caiu. No ano seguinte sequer conseguiu retornar, como era esperado e exigido pela torcida. Apenas em 2019 – aos trancos e barrancos – que na última rodada, o Coritiba confirmou seu retorno para a elite do futebol nacional. Mas as perspectivas definitivamente não são das mais animadoras para o coxa-branca.

Claro que não estou aqui para explicar por A+B e fórmulas matemáticas o que fez com que, em nove anos, os cenários fossem tão discrepantes, mas quero pontuar algumas coisas que certamente colaboraram bastante para isso acontecer.

Vamos lá, após as duas finais de copa, o Coritiba dava continuidade ao seu projeto(?) de ser um time de Libertadores. Traz Alex em 2013, que vem muito em conta de sua paixão pelo clube e a vontade de erguer um caneco pelo time do coração. Ótima contratação dentro de campo, mas fora dele, foi o pilar de alguns problemas internos com o até então presidente Vilson Ribeiro de Andrade. Enquanto o jogador era um dos líderes do Bom Senso FC (lembra dele?), Vilson fazia o papel oposto. Era um dos maiores opositores desse movimento e isso custou, e muito, os bastidores do clube somado aos atrasos salarias recorrentes dessa gestão. Inclusive o time tinha uma folha salarial altíssima para os padrões do Coxa e para jogadores como Lincoln e Botinelli.

E já quero esclarecer que não estou criticando o Alex, aliás sou daqueles que acham que o jogador e, para mim, ídolo do clube estava com a razão nessas “brigas”.

Junto do desgaste interno e da alta folha de pagamento, mais uma coisa naquele ano ajuda a quebrar mais e mais o clube: a construção do Setor Pro Tork. Para a torcida coxa-branca é chover no molhado falar que esse setor que prometia modernização e luxo foi mais prejudicial do que benéfico para o clube. Pra mim o pior erro da gestão de Vilson Ribeiro e o que mais deixa marcas até hoje nas finanças do Coxa.

De lá pra cá, a diretoria no mínimo conturbada de Rogério Bacellar, dívidas com atletas caríssimos e de pouco rendimento, campanhas ruins no Brasileirão e na Copa do Brasil faziam com que o orçamento do time agravasse cada vez mais até  que a conta chegou e o preço foi a queda para a Série B.

2018, que poderia ser um ano de reconstrução com uma nova diretoria, assim como foi em 2010, fica marcado, ao meu ver, como o ano da “economia burra”. Samir Namur, presidente até hoje do clube, decide, alegando tentar manter as contas em dia e pagar dívidas deixadas por outras diretorias, apostar em um elenco extremamente barato e com diversos jogadores inexperientes vindos da base e outros de qualidade questionável, digamos. Como todos sabemos, não deu certo e o Coxa acabou a Série B numa vergonhosa 10ª colocação. O não acesso, inclusive, custa muito caro já que a cota de televisão não só cai, como despenca para um time que vinha da Série A e não consegue o acesso logo na sequência.

Outro ponto que enxergo com extrema preocupação ao longo dos anos no Coritiba e que contribuem de forma direta e indireta para o momento ruim é o mau aproveitamento e, PRINCIPALMENTE, péssimas negociações de jogadores da base do clube. Só vou dar exemplos rápidos de jogadores que tinham potencial para vendas milionárias que foi desperdiçado pelo Coxa: Pepê, que hoje brilha no Grêmio, e Matheus Cunha. O primeiro, destaque na Copa São Paulo de Juniores, o Coxa deixou escapar para o time gaúcho por conta de R$ 500 mil, o segundo foi vendido às pressas por R$ 700 mil para que o time pudesse renovar com Matheus Galdezani – vale ressaltar que ambas na direção de Rogério Bacellar. E esses são apenas alguns dos vários exemplos de péssimo aproveitamento de jogadores que passam pela base do clube, infelizmente.

Bem, esses são alguns pontos que ao meu ver colaboram para a diferença tão grande de perspectiva desse clube em menos de uma década e como 2020 é ano de eleição o torcedor sempre cria uma pontinha de esperança para que se inicie um novo ciclo e que possa fazê-lo sonhar com dias melhores.

Esse é apenas meu primeiro texto, espero que gostem e que em breve possa voltar e falar apenas de coisas boas sobre o Coxa!

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