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De coadjuvante à maior campanha de um time paraibano na copa do Brasil.

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Retomando os caminhos da história, ancoramos nossa narrativa no ano de 2005, mais precisamente em fevereiro desse ano, no primeiro encontro do Treze Futebol Clube na copa do Brasil, aparentemente parecia um encontro simples sem tantos problemas para o alvinegro do São José, mas o que parecia uma noite agradável logo se tornou em um jogo desagradável que culminou a vitória do time gaúcho.

No jogo da volta já no segundo dia do mês de março, foi possível ver o estádio amigão tomado pelas cores preto e branco, mesmo com a difícil missão de reverter o placar de 3×0 do primeiro jogo, o time galista foi pra cima da Ulbra apoiado por seus torcedores, jogando ofensivamente todo tempo, com bola áreas, o Treze só consegue um gol no primeiro tempo e tem a incrível missão de fazer 3 gols sem tomar nenhum, e começa a segunda etapa com um Treze ‘embalado’ pela velocidade de Da Silva e Beto, que resulta em quatro gols consecutivos, e a vitória sem contestação do Treze por 5 a 0, um chocolate que foi muito comemorado nas arquibancadas do campo de batalha do amigão.

Na fase seguinte da competição nacional o Treze tem o desafio de passar pelo São Caetano-SP que ainda se mantinha na elite do futebol brasileiro, o primeiro jogo em casa, no dia nove de março contou a presença massiva da torcida trezeana que acreditava na sua equipe depois da goleada do jogo anterior, pois bem, brilhava os olhos dos jogares em ver um amigão lotado com uma torcida cantando os 90 minutos, em um jogo truncado, com um oponente de um nível superior, o Treze se impôs e abriu o placar, logo após o primeiro gol da partida, o jogo se torna muito faltoso e em um erro da zaga galista, o empate do adversário veio, assim posterior ao placar em igualdade, só deu Treze! Pela direita com Wagner Diniz ou pela esquerda com Beto, o time alvinegro queria a vitória, e em mais uma falta dentro da área, mas agora para o Galo, o desempate veio, com gol de pênalti de Adelino e o delírio da torcida alvinegra que fazia festa nas arquibancadas. Levando a esperança para o jogo da volta no sudeste do país, o jogo da volta também marcado pelas infrações, sendo um jogo extremamente faltoso, que resultou em um placar de 1 a 1, e o time paraibano classificado para fase seguinte da copa do Brasil.

Na fase de oitavas de final o Treze tinha diante de si, o Coritiba-PR, também na elite do futebol brasileiro, o primeiro jogo na casa do adversário, não teve vida fácil para o galo da Borborema, com a vitória do time paranaense pelo placar de 2 a 1,  restou ao Treze reverter o resultado no jogo da volta.

Em Camina Grande, no dia quatro de maio de 2005, estava marcado um dos jogos mais importantes da história do clube paraibano, e a torcida mais uma vez fez sua parte, com a compra antecipada dos ingressos, era possível ver um estádio completamente lotado empurrando seu time constantemente, nesse momento era perceptível que do lado alvinegro não tinha só 11 jogadores em campo, mas milhares de corações que não paravam de pulsar conduzindo o alvinegro do São José em campo, era perceptível que era uma cena de jogo dramático, de um lado um oponente com o triplo de recursos na folha contratual, mas do outro lado era um time da classe trabalhadora de Campina Grande empurrado pelo povo que alinhava o grito e os corações incentivando o Treze, no início do jogo não teve outra, o Treze se agigantou perante o Coritiba, assim só dava o time alvinegro no campo de ataque, pressionando a todo momento, até que em uma jogada bem trabalhada pelo lado esquerdo do campo, Beto cruza na medida para o ‘matador’ Adelino estufar as redes do estádio o Amigão, era o primeiro gol do Galo, e a torcida entrava em êxtase nas arquibancadas, no intervalo as equipes faziam suas modificações, na volta para a segunda etapa, não teve outra, só deu Coritiba, ofensivo e perigoso o ataque paranaense começava a perceber que realmente não era seu dia, e a estrela do goleiro Erico começava a brilhar, com grandes defesas consecutivas, era possível ouvir da arquibancada, “nem vento passa”, “ta todo mundo com você erico, não deixa passar nada”, e com um time todo no campo de defesa, o segundo tempo foi segurar o ataque do Curitiba para classificação já que o primeiro jogo, o Treze fez um gol fora de casa, assim foi a missão de um uma segunda etapa que parecia uma eternidade, e quando chegou o apito final, era uma mistura de sensações entre a emoção e a alegria, com abraços pra todos os lados, o time inteiro do Treze corre para saudar o goleiro Erico que não mediu esforços para defender o brasão do clube alvinegro.

Avançando para as quartas de final da copa do Brasil, o adversário da vez, era o clube carioca das laranjeiras, o Fluminense time de tradição no futebol brasileiro, o primeiro jogo em dezoito de maio de 2005, foi na casa do time carioca, com a vitória simples de 1 a 0, o Fluminense leva vantagem para o jogo seguinte. Já em Campina Grande, o duelo decisivo mexe diretamente com a dinâmica da cidade, ao anoitecer o trânsito sentido zona sul da cidade, já se encontrava totalmente parado, com um fluxo incomum de carros e muita gente nas ruas, indo em sentido do estádio, a cidade estava tomada pelas cores preto e branco, perto da hora da partida, marcada as 21:30, era possível ver um estádio completamente tomado pela nação alvinegra, com um dos maiores públicos da história do Amigão, com o pontapé inicial a tensão tomava de conta das arquibancadas, em um jogo muito disputado no meio de campo, parecia que o 0 do placar já era inevitável, com um primeiro tempo sem grandes chances, o Treze retoma para segunda etapa com outra postura, e desde o primeiro minutos vai a frente com o que tem de melhor, o primeiro gol vem com Da Silva, mas o bandeirinha corretamente marca impedimento do lance, o que torna a partida ainda mais nervosa para o clube paraibano, até que aos 46 do segundo tempo em um lance em uma jogada do meio-campo Adelmo, lança para área no sentido de Da Silva que dessa vez em posição regular coloca a bola nas redes para a explosão de alegria do estádio o Amigão, Treze 1 a 0 no Fluminense, fora o show das arquibancadas, ao final do tempo regulamentar, as equipes iriam decidir o futuro de cada um na loteria dos pênaltis.

Com 11 pênaltis cobrados para cada lado e um placar de 8 a 8, o empate prevalece por toda primeira rodada de pênaltis até começar novamente a sequência de batedores, dessa vez o Treze perde o seu décimo segundo pênalti e o Fluminense converte, classificando-o para a próxima fase da copa do Brasil, mas engana-se quem acha que a festa alvinegra acaba por ai, ao final da partida o sentimento de respeito e agradecimento prevalece na torcida alvinegra, que não para de cantar e junto com a equipe Trezeana deixam o gramado de cabeça erguida, em uma campanha impecável, como o principal time paraibano na copa do Brasil.

Comemoração do gol contra a Ulbra no estádio o Amigão.
Adelino em direção a torcida após gol que vale a classificação para a equipe do Treze na Copa do Brasil de 2005

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