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Créditos: Instagram oficial São Paulo FC

Jugamos como nunca perdimos como siempre…, frase atribuída ao já falecido e grande jogador Alfredo di Stéfano, abre as portas para uma nova e excitante empreitada: Escrever sobre esportes. Nunca imaginei que aquilo que mais gosto na vida (que é escrever), poderia um dia se tornar em algo que me pediram para fazer, afinal, passar uma mensagem para seu interlocutor através da fala já é algo difícil nos dias de hoje, imagine escrever algo em plena era digital, onde a notícia já vem resumida e ruminada para nós…


Como se já não bastasse falar sobre esportes, o desafio tem mais um agravante, pois vou falar sobre eliminação. Vivemos em uma sociedade onde não nos ensinam a “perder”, não nos ensinam sobre o luto e sobre a dor, somente ganhar, ganhar e ganhar. E quando nos deparamos com a derrota, ficamos perdidos como o cão que caiu do caminhão da mudança. Mas o que fazer quando nos deparamos com o time de nosso coração eliminado de uma competição?
Claro, o primeiro de tudo é saber lidar com a gozação dos amigos e conhecidos, afinal torcer para algum time ou atleta, flerta diretamente com aquilo mais precioso que temos, o âmago. Ter a imagem desconstruída daquilo que você mais preza na boca de seu “adversário”, é a injeção forçada da eutanásia que não pedimos. Em segundo lugar, vem aquele momento em olhar novamente na cara daqueles que o decepcionaram, daqueles que abriram as portas para o bullying dos seus “amigos”, ah grupo do whatsapp da firma… Olhar novamente na cara daquele time não é fácil, depositamos nossa confiança ali.

Num belo dia, até aquele torcedor menos informado, torce para que o time entregue o jogo para prejudicar o seu rival e tem a primeira decepção, o time não entregou. Em um outro dia não tão belo, quando realmente o time precisa justificar a quantidade de zeros que acompanham outros números de um a nove dentro de suas contas no banco, ele perde. Mas calma, ainda vai piorar, pois o seu time, que tem a folha de pagamento de um Barcelona, que ostenta jogadores de nível europeu, o seu time perdeu para um time que nem folha de pagamento tem direito. Esse time que tanto enchemos a boca para falar dele, perdeu para um time que teve 70% do elenco trocado, pois com a pandemia, não aguentou segurar financeiramente seus atletas. Sim, até lembra um pouco o time de futebol dos Estados Unidos na década de 90, com atletas “americanos” chamados de Jorge, Daniel, Pedro, etc… tipo um famoso “catadão de atletas”, ou como os times que disputam campeonatos sazonais na Austrália, se olharmos os atletas, todos ou quase todos tem uma primeira profissão, como bombeiros, corretores de seguros ou vendedores de bíblias. Sim, seu time do coração, perdeu para um time formado em menos de um mês…


Não estou aqui para tirar os méritos do time adversário, muito pelo contrário, venceu e mereceu, parabéns! Isso vem somente para provar por A+B que dinheiro não garante título, jogador de grife não é sinônimo de vitórias e infraestrutura em excesso não produz os melhores atletas.
Enquanto isso, continuamos com nossas vidas pacatas, aguentando mais uma vez nossos amigos lembrando do vexame que passamos, seja no grupo do zap da família com as gozações do seu tio, que faz aquela típica piada no churrasco “se é pra vê ou pra cume?”, ou do seu colega de trabalho que no dia seguinte está vestindo a camisa no seu rival no serviço. Poisé, e lá vamos nós: Jugamos como nunca perdimos como siempre…

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