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ZÉ CARLOS: O CORAÇÃO TRICOLOR DENTRO E FORA DE CAMPO

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No dia 20 de março de 1965, nascia um dos maiores ídolos da história do Bahia: o meia-atacante José Carlos Conceição dos Anjos, o Zé Carlos. Natural de Salvador, foi descoberto através de uma peneira de talentos do tricolor baiano. Com 18 anos e estrutura franzina, sua dedicação para ganhar peso após os treinos demonstrava seu empenho. Aos 23 anos, medindo 1,78m de altura e pesando 63kg, o jovem se destacou pela sua velocidade e exatidão nas finalizações.

TRAJETÓRIA DE UM CAMPEÃO

Zé Carlos foi campeão baiano da categoria juvenil em 1985. No ano seguinte, chegou à equipe profissional se destacando pela sua habilidade e marcando muitos gols. Conquistou o campeonato baiano em 1986, 1987 e 1988.

Zé Carlos conquistou a torcida, virou ídolo da nação tricolor e foi peça fundamental para a conquista do bicampeonato brasileiro do Bahêa em 1988. A primeira partida foi na Fonte Nova, onde o tricolor venceu por 2 a 1 – dois gols de Bobô. Viajou a Porto Alegre com a vantagem. A decisão foi disputada em 19 de Fevereiro de 1989, em pleno Beira Rio lotado, com cerca de 80 mil colorados, onde o Bahia segurou o empate de 0 a 0 e se consagrou Campeão Brasileiro. Zé ficou marcado como um dos heróis do título, lembrado pela garra, habilidade, pelas rápidas descidas pela direita e pelos passes precisos para os companheiros. O camisa 10 foi o artilheiro da equipe com 9 gols.

Na chegada a Salvador, o aeroporto foi tomado por milhares de tricolores que pararam a cidade para comemorar o grande título da equipe baiana. O time era comandado por Evaristo de Macedo, os atletas que atuaram foram: Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir (Newmar) e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano e Bobô (Osmar); Zé Carlos, Marquinhos e Charles.

CARREIRA FORA DO BAHIA

Com o título nacional em 1989, Zé gerou interesse de muitos clubes do Brasil. Foi convocado pelo técnico Sebastião Lazaroni para a Seleção Brasileira. Atuou em quatro partidas (Portugal, duas contra o Peru e uma contra Arábia Saudita), infelizmente não marcou nenhum gol. Mesmo assim, continuou na mira de vários clubes e, no mesmo ano, defendeu o Inter, conquistando o vice-campeonato regional.

No ano seguinte, foi emprestado ao Guarani, mesmo com uma queda de rendimento. Em 1991, jogou pelo Atlético/MG, onde foi campeão estadual e se reergueu, voltando a marcar muitos gols, conquistando o título regional em 1995. Nesse meio período no Galo, em 1992, Zé passou rápido pelo futebol árabe (AI-Hilal) e retornou em seguida para o Brasil em 1995, quando comprou seu passe e atuou pelo América/RJ. No ano seguinte, pendurou as chuteiras.

APOSENTADORIA FORA DOS CAMPOS

Com uma bela trajetória de vida, Zé Carlos seguiu ligado ao esporte após a aposentadoria. Zé lançou sua escolinha de futebol em parceria com o Bahia, seguindo orientações da empresa de consultoria e assessoria para futebol Fity, onde a metodologia é direcionada e atrelada ao trabalho que é realizado na base do clube. Além de proprietário de uma escola de futebol no bairro do Cabula, Zé Carlos é embaixador da Rede Talentos de Aço, programa lançado pelo presidente Guilherme Bellintani em sua reformulação da base de futebol do Bahia. Zé Carlos também trabalha no Projeto pela inclusão, o “T.E. A.MO 21”, voltado para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Projeto que completou 1 ano no dia 21 de Setembro, usa o esporte como ferramenta principal para inclusão de pessoas com necessidades especiais. De acordo com Zé, a data foi escolhida por ser o dia Nacional da Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência. Além de ser o dia da árvore, com significado de força, adaptação, mutação, beleza e acima de tudo, a capacidade de produzir bons frutos, quando cultivamos de forma correta. O projeto está paralisado devido a Pandemia do Covid-19. Além desses projetos, Zé participa de alguns outros trabalhos com seus ex companheiros do título de 88, várias ações em comunidades, buscando sempre ajudar o próximo da melhor forma possível. Um ser humano ímpar.

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