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Sport Campeão brasileiro de 1987

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Créditos: Twitter Oficial/Sport Club do Recife

Depois de uma caminhada que incluiu até ali 19 jogos, 11 vitórias, 5 empates, 3 derrotas, polêmicas, liminares, vitórias por W.O e até uma disputa de pênalti empatada, o Sport entrava em campo numa Ilha do Retiro lotada para disputar a primeira decisão de título nacional de sua história: o de campeão brasileiro de 1987.

Do outro lado, um oponente que já havia provado várias vezes a sua força. O Guarani, que contava com jogadores de valor reconhecido no futebol brasileiro como Neto, Ricardo Rocha, Evair, João Paulo e Paulo Isidoro, já era detentor da taça do Brasileirão de 1978, além de ser o então atual vice-campeão brasileiro, tendo perdido a final do ano anterior somente nos pênaltis.

Rubro-negros e Bugrinos disputaram o quadrangular do título com Internacional e Flamengo, mas estes se recusaram a jogar e perderam suas partidas por W.O, fazendo com que os confrontos entre Sport e Guarani fossem os derradeiros para definir o grande campeão. Após um empate em 1×1 em Campinas, tudo ficou em aberto para ser decidido na capital pernambucana.

E no dia do jogo, Recife era uma cidade tomada de vermelho, preto e muita expectativa. Quando a bola rolou, os donos da casa buscaram desde o início fazer jus ao mando de campo, demonstrando superioridade e investindo em jogadas principalmente pelo lado direito, um dos pontos fortes da equipe de Jair Picerni, o Leão foi dono das melhores chances de gol. 

Robertinho foi o primeiro a tentar, de bicicleta, aos 9 minutos. Aos 13, Nando chegou perto de abrir o placar, mas Paulo Isidoro salvou em cima da linha. Betão serviu Macaé aos 30 e Marco Antônio aos 32, mas o primeiro errou o alvo e o segundo parou no goleiro Sérgio Neri. A melhor oportunidade foi na última tentativa da etapa inicial, quando o capitão Estevam cabeceou livre de marcação para fora. Os visitantes só assustaram aos 38, em cabeçada defendido pelo goleiro Flávio.

Os times desceram para o intervalo sem marcar gols e o resultado não era interessante para nenhum dos lados, visto que o desempate não aconteceria na prorrogação ou nos pênaltis, mas num sorteio. Prática incomum, mas não inédita: em 1967, por exemplo, o Atlético-MG se classificou para as quartas de final da Taça Brasil contra o Botafogo num sorteio após um empate em 3×3 no placar agregado no tempo regulamentar.

Porém, no segundo tempo, aos 19 minutos, Marco Antônio espantou a tensão da possibilidade de um campeão decidido numa bolinha tirada de dentro do globo no centro do gramado. Após escanteio cobrado por Betão, o zagueiro de 24 anos subiu imponente para testar a bola no canto esquerdo de Sérgio Neri, levando a Ilha do Retiro ao delírio e deixando os Rubro-negros a poucos minutos de um feito inédito.

Daí em diante, coube ao Sport redobrar a atenção na marcação, fazendo faltas e usando a catimba necessária para administrar a vitória de mais peso na história leonina. Celebrada com uma invasão da torcida ao gramado após o apito final, a conquista pernambucana teve sua importância escancarada nas palavras de Homero Lacerda, presidente do clube na ocasião, relatando o momento em que ergue o troféu em entrevista ao livro ‘‘De fato, de direito e de cabeça’’, de André Gallindo e Cássio Zirpoli. ‘‘Ter aquela taça em mãos foi uma emoção de arrombar. Era o símbolo da luta que a gente travou, dezenas de batalhas, de noites, de liminares, de arbitragem…tudo estava naquela taça’’.

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